Oposição síria pede a Rússia e Turquia que obriguem Assad a cumprir trégua

Beirute, 10 jan (EFE).- O vice-presidente da Comissão Suprema para as Negociações (CSN) da oposição na Síria, George Sabra, exigiu nesta terça-feira que Rússia e Turquia obriguem o regime de Bashar al Assad a cumprir a trégua declarada no país árabe no dia 30 de dezembro.

"Todas as facções da oposição que assinaram a trégua a estão respeitando, por isso pedimos a Moscou e Ancara que obriguem o regime a cumpri-la", disse Sabra à Agência Efe por telefone.

A CSN é a principal aliança de oposição na Síria e engloba tanto grupos políticos como militares.

Sabra afirmou que o cessar-fogo respondeu aos pedidos do povo sírio e "as facções o assinaram em nome da revolução, mas existe uma parte que não o cumpre, e é o regime e suas milícias, que estão cometendo violações, especialmente no vale do (rio) Barada".

Essa região a noroeste de Damasco, por onde passa o rio Barada, que abastece de água a capital, é cenário de enfrentamentos entre ambos os lados desde o fim de dezembro.

A trégua atual na Síria é fruto de um acordo entre Rússia, aliada do regime de Assad, e Turquia, que apoia a oposição, países que também concordaram com a convocação de uma rodada de negociações de paz, prevista para o dia 23 de janeiro em Astana, no Cazaquistão.

Apesar de Moscou ter afirmado que a oposição e o exército sírio tinham se comprometido por escrito a participar de conversas de paz, Sabra revelou que a CSN ainda não decidiu se comparecerá ou não à reunião na capital cazaque.

"Não recebemos ainda qualquer convite, não conhecemos o programa, nem a lista de convidados, nem o objetivo, por isso não tomamos nenhuma decisão a respeito", ressaltou o vice-presidente da CSN.

Sabra, que é integrante da equipe de negociação da oposição, reiterou que sua organização defende a aplicação da Declaração de Genebra, aprovada em junho de 2012 pela comunidade internacional e que estipula a criação de um órgão de governo transitório na Síria, com nomes do regime e da oposição.

Esse órgão, lembrou Sabra, deveria ter todas as prerrogativas do presidente e do Executivo.

Além disso, o dirigente da CSN fez uma convocação para que sejam implementadas as resoluções do Conselho de Segurança da ONU relativas ao fim dos bombardeios e à entrada de ajuda humanitária. EFE

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