Presidente da Costa do Marfim destitui chefes de segurança do Estado

Abidjan, 10 jan (EFE).- O presidente da Costa do Marfim, Alessane Ouattara, destituiu os chefes de segurança do Estado após a sublevação de uma facção do exército para exigir melhorias salariais que manteve o país em alerta durante o último fim de semana.

O secretário-geral da presidência, Amadou Gon Coulibaly, comunicou ontem à noite pela televisão a substituição do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Soumaila Bakayoko; do comandante da Gendarmaria, Gervais Kouakou, e do diretor-geral da polícia, Brindou M'Bia.

A destituição se produziu após o motim que começou na madrugada da última sexta-feira na cidade de Bouaké e se estendeu às localidades de Korhogo e Odienne, no norte; Daloa, no oeste; Daoukro, no centro; Bondoukou, no leste, e mais tarde até Abidjan.

Os amotinados exigiam melhores condições de trabalho com o aumento dos salários e a quitação de gratificações que não foram pagas desde o fim da guerra civil, em 2011, entre outras medidas.

O presidente Ouattara anunciou no sábado pela noite um acordo para atender às reivindicações dos militares e pôr fim ao motim durante uma declaração pública em Abidjan.

No entanto, os ex-combatentes decidiram tomar como refém o ministro da Defesa, Alain Richard Donwahi, em Bouaké, até conhecerem em detalhe como seriam aplicadas as medidas anunciadas pelo presidente. O ministro acabou sendo libertado horas depois.

O próprio titular de Defesa se reunirá novamente na próxima sexta-feira com os soldados para concretizar um acordo salarial.

Bouaké, origem da revolta, é a antiga capital da rebelião contra o ex-presidente Laurent Gbagbo, que controlou a metade norte do país até 2011 e apoiou o atual presidente.

Em novembro de 2014, uma greve de ex-combatentes integrados no exército e descontentes com as demoras no pagamento de seus salários se estendeu de Bouaké a Abidjan, a capital econômica, e outras cidades.

Na origem desta onda de protestos se encontravam antigos elementos rebeldes, integrados nas forças de segurança nacionais após o acordo de paz de Ouagadogou (Burkina Fasso) assinado em 2007. EFE

np/rpr

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