Procuradoria anticorrupção peruana quer interrogar Marcelo Odebrecht

Lima, 10 jan (EFE).- A Procuradoria Anticorrupção do Peru confirmou nesta terça-feira que pedirá ao Ministério Público nacional para interrogar o empreiteiro Marcelo Odebrecht dentro da investigação sobre propinas pagas pela Odebrecht a 75 pessoas no país.

Entre outras pessoas que a Procuradoria pretende interrogar neste caso estão o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, e seus antecessores Alejandro Toledo, Alan García e Ollanta Humala, além de Jorge Barata, ex-gerente da Odebrecht no país sul-americano, afirmaram hoje a presidente do Conselho de Defesa Jurídica do Estado, Julia Príncipe, e o procurador anticorrupção Amado Enco, em entrevista coletiva.

Na lista de funcionários que podem ser interrogados há uma série de ministros dos governos de Toledo (2001-2006), García (2006-2011) e Humala (2011-2016), períodos nos quais a Odebrecht admitiu ter pagado propinas para conseguir contratos públicos.

Nesta condição está o atual presidente, Pedro Pablo Kuczynski, que foi ministro da Economia e posteriormente primeiro-ministro no governo Toledo.

Enco detalhou que a solicitação de ampliação de denúncia se baseia em informações e dados de diferentes fontes, como o relatório de uma comissão parlamentar que investigou as atuações de construtoras brasileiras no Peru, e em denúncias jornalísticas divulgadas nos últimos meses.

Príncipe disse que as propinas da Odebrecht no Peru representam um "megacaso de corrupção com uma infinidade de arestas" e que o escândalo é "transversal a vários governos".

Por essa razão, a presidente do Conselho de Defesa Jurídica do Estado não descartou solicitar posteriormente a inclusão do período de Alberto Fujimori na presidência (1990-2000) nas investigações.

A Odebrecht admitiu ter pagado US$ 29 milhões em propinas a funcionários peruanos entre 2005 e 2014, segundo consta no acordo assinado pela companhia com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

A construtora chegou a um acordo com o Ministério Público do Peru para pagar 30 milhões de sóis (US$ 9 milhões) como antecipação da devolução dos lucros ilícitos obtidos com as propinas.

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