Senado inicia audiência para avaliar futuro gabinete de Trump

Washington, 10 jan (EFE).- O Senado dos Estados Unidos inicia nesta terça-feira a avaliação dos nomes escolhidos para integrar o gabinete do presidente eleito, Donald Trump, a começar pelo polêmico senador Jeff Sessions, nomeado ao cargo de procurador-geral.

Senador republicano pelo Alabama durante 20 anos e conhecido por suas políticas contra os imigrantes, Sessions deverá responder às perguntas do comitê judicial da Câmara Alta dos EUA.

Os senadores devem perguntar a Sessions sobre seu peíodo na Procuradoria do Distrito Sul do Alabama (1981-1993), quando foi acusado de fazer comentários racistas, brincar sobre o Ku Klux Klan (KKK) e perseguir judicialmente os defensores dos direitos civis dos afro-americanos.

A primeira designação de Trump para seu governo foi a de Sessions, que em fevereiro de 2015 surpreendeu seu partido ao subir em um palanque em Madison (Alabama) para declarar seu apoio ao magnata, usando um boné vermelho com seu lema de campanha: "Fazer os EUA grande de novo" ("Make América Great Again").

Em seguida, será avaliado o general reformado John Kelly, escolhido por Trump para dirigir o Departamento de Segurança Nacional e que deve comparecer nesta tarde ao comitê de Segurança Nacional e Assuntos governamentais do Senado.

Na quarta-feira será a vez de outra das designações mais polêmicas de Trump, a do ex-diretor da companhia petrolífera ExxonMobil Rex Tillerson, como secretário de Estado.

Tillerson tem com boas relações com o presidente russo, Vladimir Putin, vínculo especialmente controverso em um momento de tensões entre Washington e Moscou pelas acusações das agências de inteligência americanas de que a Rússia tentou interferir nas eleições presidenciais através de ciberataques.

As nomeações do governo de Trump serão debatidas em diferentes comitês do Senado antes de serem votadas no plenário, onde precisam de uma maioria simples para serem confirmadas.

Conseguir o voto de mais da metade dos 100 senadores não deve ser difícil para a maioria dos indicados por Trump, já que os republicanos contam com 52 cadeiras na casa, embora possa haver divergências nas fileiras conservadoras em relação às designações mais polêmicas, como as de Sessions e Tillerson.

As audiências para estudar as indicações começaram nesta terça-feira porque o Congresso iniciou no dia 3 de janeiro seu novo período de sessões, mas a votação para confirmar ou rejeitar as indicações de Trump não poderá acontecer depois do 20 de janeiro, quando o milionário será empossado como presidente dos Estados Unidos.

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