Alemanha não quer generalizar troca de informação policial na União Europeia

Berlim, 11 jan (EFE).- O ministro de Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, não é favorável à troca automática e geral de informações entre as forças de segurança dentro da União Europeia, mas sim de ampliar este tipo de cooperação na luta contra o terrorismo.

Em um trecho da entrevista à revista "Die Zeit" apresentado nesta quarta-feira, que será publicada integralmente amanhã, o titular de Interior expõe suas propostas em nível comunitário para reforçar a segurança após o atentado de dezembro contra um mercado de rua natalino em Berlim, no qual morreram 12 pessoas.

"Em princípio, não deveria haver uma forma de cooperação geral para todos os âmbitos. Deve-se analisar bem para cada âmbito", afirmou De Maizière na transcrição apresentada pela publicação alemã.

Na opinião do ministro alemão, não é conveniente generalizar essas trocas de informação pelas dúvidas sobre como esses dados serão utilizados por alguns governos da UE uma vez que a Alemanha os apresente, e a "Die Zeit" citou como exemplo Polônia e Hungria.

No entanto, o ministro acredita que "certamente, a troca de informações em nível europeu e internacional continua sendo uma pedra fundamental essencial, especialmente na luta contra o terrorismo internacional".

Além disso, De Maizière defendeu sua proposta de centralizar os serviços secretos na Alemanha, com o objetivo de melhorar a eficiência da luta antiterrorista após o ataque de dezembro, o primeiro grande atentado jihadista no país.

O ministro também desdenhou das críticas que consideram excessivos seus planos para reforçar a segurança na Alemanha e citou como referência a "mentalidade" israelense, "na qual é possível viver como uma democracia e, mesmo assim, estar preparado para se defender".

De Maizière anunciou ontem uma série de medidas em resposta ao atentado que incluía a troca de informação entre países comunitários.

Entre as propostas do ministro alemão também está "pressionar" com a ajuda para o desenvolvimento e os vistos os países de origem que não aceiterem de volta seus nacionais quando a Alemanha quiser deportá-los e acelerar a implementação do registro europeu de passageiros aéreos.

Além disso, o ministro alemão defendeu o monitoramento com tornozeliras eletrônicas de pessoas consideradas pelas forças de segurança como perigosas e potenciais terroristas e encarcerá-las preventivamente antes de sua expulsão do país.

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