EUA devem extrair "concessões" de Cuba em direitos humanos, diz Tillerson

Washington, 11 jan (EFE).- O empresário Rex Tillerson, indicado por Donald Trump para o cargo de secretário de Estado dos Estados Unidos, criticou nesta quarta-feira o processo de aproximação ao regime cubano ao considerar que ele foi desenvolvido sem forçar Cuba a fazer "concessões significativas" na área de direitos humanos e pediu a correção desse aspecto.

"Devemos aderir a padrões de prestação de contas. Nossa recente relação com o governo de Cuba não foi acompanhada de nenhuma concessão significativa quanto aos direitos humanos. Não fizemos eles prestarem contas por sua conduta", disse Tillerson em sua audiência de confirmação no Senado americano.

"Seus líderes receberam muito, enquanto seu povo recebeu pouco. Isso não serve nem aos interesses dos cubanos nem aos dos americanos", acrescentou.

Essas declarações se encaixam com a linha adotada com relação a Cuba pelo presidente eleito Trump, que no final de novembro ameaçou pôr fim à aproximação diplomático a não ser que o governo cubano assinasse com ele "um acordo melhor". Reta saber se, quando chegar ao poder no próximo dia 20, Trump manterá sua ameaça com uma oferta de renegociação ao governo cubano dos acordos alcançados com Obama para restabelecer as relações diplomáticas e normalizar gradativamente os laços entre as nações.

Durante as eleições primárias, Trump foi o único candidato republicano a apoiar a abertura rumo a Cuba, mas em sua busca de votos na Flórida no pleito gerais, prometeu que "revogaria" as medidas executivas do presidente Barack Obama "a não ser que o regime dos Castro" restaurasse "as liberdades na ilha". Após a morte do ex-presidente cubano Fidel Castro em novembro, Trump prometeu agir para que o povo cubano pudesse "iniciar finalmente seu caminho rumo à prosperidade e liberdade".

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