Grupo armado curdo reivindica atentado no Palácio da Justiça de Esmirna

Istambul, 11 jan (EFE).- O grupo armado Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK) reivindicou nesta quarta-feira o atentado contra o Palácio da Justiça da cidade de Esmirna, no oeste da Turquia, cometido na quinta-feira passada, no qual morreram um policial e um funcionário, assim como os dois autores da ação.

Em comunicado divulgado pela agência de notícias "Firat", próxima à guerrilha curda, o TAK afirmou que "dezenas de pessoas" morreram no ataque e acusou o governo turco e à imprensa de esconder o verdadeiro alcance de sua ação.

A Polícia conseguiu deter um carro carregado de armas pesadas e explosivos e abateu os dois ocupantes em um tiroteio, que também deixou um policial e um porteiro mortos.

O TAK ressaltou que escolheu agir em Esmirna por ser a cidade favorita do turismo e comércio em paz e segurança, e mostrar assim "o colonialismo do Estado turco" e "a guerra psicológica do regime fascista do AKP", o partido islamita que governa o país desde 2002. Esmirna é a única grande cidade turca governada pela oposição social-democrata e é considera menos afetada pelas tensões sociais do que o resto do país.

O grupo identificou na nota os dois militantes abatidos como Mustafa Çoban, de 29 anos, da província de Kahramanmaras, no sudeste do país; e Enes Yildirim, de 27, nascido em Agri, no extremo leste da Anatólia. Eles justificaram o atentado lembrando a destruição de casas e a morte de civis "com tanques, artilharia, helicópteros e aviões" no conflito nas regiões curdas, onde as Forças Armadas turcas combatem o Partido de Trabalhadores de Curdistão (PKK), a principal guerrilha curda.

O TAK se apresenta como uma ala mais radical do PKK, e este admite que ambos os grupos compartilham ideologias, mas não tem controle sobre os militantes desse grupo. O governo turco, no entanto, afirma que o TAK não é mais do que uma "filial" do PKK para reivindicar atentados que causam a morte de civis e dariam uma imagem ruim à guerrilha.

Em 2016, o TAK reivindicou nove atentados, com um total de 120 pessoas mortas.

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