Irmão e sobrinho de Ban Ki-moon são acusados de suborno nos EUA

Washington, 11 jan (EFE).- A Promotoria dos Estados Unidos acusa um irmão e um sobrinho do ex-secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, de tentativa de suborno a um funcionário do Oriente Médio em uma operação imobiliária.

Em 2013, Ban Ki-sang, irmão de Ban Ki-moon, era um executivo da empresa de construção sul-coreana Keangnam e tinha a incumbência de vender o arranha-céu Landmark 72, em Hanói (Vietnã), por US$ 800 milhões para sanear as contas da companhia.

Para isso, Ban Ki-sang contratou seu filho, e sobrinho de Ban Ki-moon, Joo Hyun Bahn, que trabalhava como intermediário financeiro em Nova York.

De acordo com a acusação emitida na terça-feira pela Procuradoria Geral dos EUA no Distrito Sul de Nova York, Ban e Bahn estabeleceram contato com Malcolm Harris, quem se apresentou como um agente de um funcionário de um país do Oriente Médio interessado na operação.

Pai e filho pactuaram uma suborno de US$ 2,5 milhões (dos US$ 500 mil) foi para o funcionário que devia adquirir a propriedade através de um fundo de investimento soberano, disse a promotoria em comunicado.

Harris, no entanto, acabou ficando com os US$ 500 mil.

Joo Hyun Bahn também é acusado de roubar US$ 225 mil dos US$ 500 mil que a Keangman tinha antecipado a sua empresa como comissão para a venda do edifício.

Bahn foi detido nesta terça-feira em Nova Jersey (EUA), enquanto Ban e Harris seguem foragidos da Justiça.

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