Kremlin nega ter informações comprometedoras sobre Trump

Moscou, 11 jan (EFE).- O Kremlin tachou nesta quarta-feira de "absolutamente falsas" as informações divulgadas ontem pela imprensa americana de que Moscou obteve dados comprometedores sobre o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para poder chantageá-lo.

"É absolutamente falso, fabricado" por aqueles que têm interesse em "prejudicar as relações bilaterais" entre Rússia e EUA, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

"Há quem instigue esta histeria para sustentar essa caça às bruxas. A propósito, o próprio presidente Trump definiu essa mentira como a continuação da caça às bruxas", ressaltou o porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin, a quem os serviços de inteligência dos EUA acusam de interferir nas eleições presidenciais americanas.

Peskov acrescentou que o governo do presidente Barack Obama quer fazer com que "as relações bilaterais sigam pela via da degradação, para que ninguém possa refletir se isso corresponde com os interesses dos dois países e da comunidade internacional".

"O Kremlin não se dedica a reunir informações comprometedoras", insistiu o porta-voz ao assegurar que Moscou também não dispõe de dados que possam causar prejuízo a Hillary Clinton, que foi candidata à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata.

Vários veículos de imprensa americanos, entre eles a "CNN" e os jornais "The Washington Post" e "The New York Times", fizeram referência a um suposto relatório das agências americanas de inteligência, no qual a Rússia é acusada de ter informações comprometedoras "suficientes" para "chantagear" o presidente eleito.

As informações em poder da Rússia incluiriam provas recolhidas pelos serviços de inteligência russos sobre uma suposta "perversão sexual" de Trump em um hotel de Moscou.

Segundo o documento, Trump teria contratado várias prostitutas para participar de orgias na suíte presidencial do Hotel Ritz Carlton, na qual já se hospedaram o presidente Obama e a primeira-dama, Michelle Obama, durante uma visita à capital russa.

O relatório citado também detalha que as autoridades russas ofereceram a Trump negócios imobiliários relacionados especialmente com a Copa Mundial de 2018, embora o presidente eleito tenha rejeitado.

O que Trump e seus assessores teriam de fato aceitado foram as informações sobre os democratas e Hillary Clinton, que a inteligência russa teria obtido através de ciberataques.

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