Ministro afirma que 2016 foi ano mais tranquilo da Colômbia em quatro décadas

Bogotá, 11 jan (EFE).- O ministro da Defesa da Colômbia, Luis Carlos Villegas, afirmou nesta quarta-feira que 2016 foi o ano mais tranquilo do país nas últimas quatro décadas, com 12.262 homicídios, 520 a menos que em 2015.

"É o ano mais tranquilo das últimas quatro décadas. Passa assim à história do país, um ano no qual 520 vidas foram poupadas de morrer violentamente. Temos 12.262 homicídios, com uma taxa, pela primeira vez, abaixo de 25 por 100.000 moradores e essa é uma notícia positiva", disse Villegas em entrevista coletiva.

O ministro destacou ainda que em 291 municípios dos 1.112 do país não houve mortes violentas, seis a mais que em 2015 e ressaltou que em 13 das 32 capitais departamentais se registrou queda na taxa de homicídios.

Por outra parte, afirmou que no ano passado 3.516 integrantes de quadrilhas de crime organizado foram neutralizados, ou seja "capturados, submetidos à Justiça ou abatidos", dos quais 15 eram líderes nacionais desses grupos armados.

Villegas ressaltou, além disso, a redução do número de vítimas pelo conflito armado com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), graças ao acordo de paz.

"Em 2016 houve três assassinados e 22 feridos da polícia por parte das Farc, mas desde o cessar-fogo bilateral e definitivo temos zero assassinados e zero feridos (...) Foram capturados 562 membros dessa organização e 589 se desmobilizaram. Desde o cessar-fogo, 190 se desmobilizaram", detalhou.

O cessar-fogo bilateral e definitivo entre o governo colombiano e a guerrilha das Farc, que assinaram um acordo de paz no último dia 24 de novembro em Bogotá, está vigente desde 29 de agosto de 2016.

Por sua vez, Villegas ressaltou que o Exército de Libertação Nacional (ELN), com o qual o governo espera iniciar também uma negociação de paz, assassinou 50 membros da polícia e feriu 110, e informou também que houve 655 capturados e 330 desmobilizados dessa guerrilha em 2016.

"Este número deve ser comparado com o de 2015, as capturas esse ano foram 510 e neste ano, 655. Quanto à desmobilização foi o dobro, em 2015 foram 173 desmobilizados do ELN e neste ano, 330", concluiu. EFE

jga/rsd

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