Rússia pode ter informações comprometedoras da vida privada de Donald Trump

Washington, 10 jan (EFE).- A Rússia pode ter informações comprometedoras sobre a vida privada e financeira do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo um relatório citado na terça-feira por vários veículos de imprensa locais e que, segundo estes, está em poder das agências americanas de inteligência.

Após a publicação do relatório pelo site "BuzzFeed News" e de diversos artigos em veículos de imprensa como a "CNN", "The Washington Post" e "The New York Times", Trump disse através de sua conta no Twitter que se trata uma "notícia falsa" produto de uma "total caça às bruxas política".

Os diretores das principais agências de inteligência supostamente apresentaram este relatório tanto para Trump como para o ainda presidente, Barack Obama, em reuniões realizadas na semana passada para abordar a suposta interferência russa nas eleições presidenciais realizadas no dia 8 de novembro do ano passado.

A parte do relatório que se refere às informações comprometedoras que a Rússia pode ter sobre Trump foi elaborada por um ex-agente da inteligência britânica e seu conteúdo não foi verificado ainda pela inteligência americana, de acordo com os veículos de imprensa.

As informações comprometedoras seriam "suficientes" para "chantagear" o presidente eleito, de acordo com esse ex-agente ao que, segundo os mesmos meios de comunicação, as agências americanas dão credibilidade.

As informações que estão em poder da Rússia teriam provas recolhidas pelos serviços de inteligência russos sobre uma suposta "perversão sexual" de Trump em uma suíte de um hotel em Moscou.

Segundo o documento, o magnata norte-americano teria contratado várias prostitutas para que urinassem enquanto ele olhava, no colchão da mesma suíte presidencial do Hotel Ritz Carlton, onde se hospedaram o presidente Obama e a primeira-dama, Michelle Obama, durante uma visita a capital russa.

O relatório citado pela imprensa americana inclui também as autoridades russas que ofereceram a Trump diversos negócios imobiliários relacionados especialmente com a Copa do Mundo de 2018, que será realizada na Rússia, embora o presidente eleito teria rejeitado.

O que teria sido aceito por Trump e por seus assessores foi a informação sobre os democratas e sua candidata presidencial, Hillary Clinton, que a inteligência russa teria obtido através de ataques cibernéticos.

O relatório aponta um colaborador de Trump, Michael Cohen, como o homem que se teria reunido em Praga (República Tcheca) com oficiais russos para concretizar a troca de informação.

Assim como Donald Trump, Cohen também usou seu Twitter para se defender, publicando uma fotografia de seu passaporte com a mensagem "Nunca em minha vida estive em Praga" e o rótulo de "notícias falsas".

No final do ano passado, Obama anunciou represálias contra a Rússia em forma de sanções econômicas contra agências de inteligência, indivíduos e empresas de segurança de computadores, além da expulsão de 35 diplomatas do país.

Trump, por sua vez, sempre questionou as conclusões das agências de inteligência americanas e chegou a insinuar que estavam "construindo o caso".

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