Tillerson critica "atividades recentes da Rússia" contra interesses dos EUA

Washington, 11 jan (EFE).- O empresário Rex Tillerson, indicado por Donald Trump para ser secretário de Estado dos Estados Unidos e conhecido por seus laços com o presidente russo Vladimir Putin, fez nesta quarta-feira uma leve crítica à Rússia durante sua audiência de confirmação no Senado e pediu que a nação americana volte a "reivindicar" sua liderança no mundo.

"Embora a Rússia busque respeito e relevância no cenário mundial, suas atividades recentes não respeitaram os interesses dos Estados Unidos", afirmou Tillerson diante do Comitê de Relações Exteriores do Senado.

O indicado por Trump, ex-chefe da companhia petrolífera Exxonmobil, mantém há mais de duas décadas uma amizade com o presidente russo e criticou as sanções impostas pelos EUA quando a Rússia anexou em 2014 a península ucraniana da Crimeia.

Tillerson afirmou que é necessário "ter as coisas claras sobre as relações com a Rússia", ao assegurar que esse país "apresenta um perigo, mas não é imprevisível na hora de buscar seus próprios interesses".

O indicado por Trump para chefiar as relações internacionais dos EUA reconheceu que a Rússia "invadiu a Ucrânia, incluída a anexação da Crimeia, e apoiou forças sírias que violam brutalmente as leis da guerra", por isso os aliados americanos na Otan "têm razão de ficarem alarmados sobre a pujança da Rússia".

No entanto, para Tillerson, "a ausência da liderança americana" foi o que deixou "a porta aberta e enviou sinais não propositais", sinais "frágeis e ambíguos sobre 'linhas vermelhas'", em uma clara referência ao descumprimento de Barack Obama, em 2013, de sua promessa de intervir na Síria se o regime utilizasse armas químicas.

"As palavras por si só não podem acabar com uma história complicada e, em algumas ocasiões, de disputa entre nossos dois países. Mas necessitamos de um diálogo aberto e franco com a Rússia sobre suas ambições, para que saibamos como traçar nosso rumo", argumentou Tillerson.

"Quando a cooperação com a Rússia baseada em interesses comuns for possível, como na redução da ameaça do terrorismo, devemos explorar essas opções", acrescentou o empresário do setor petrolífero.

No entanto, "a Rússia deve saber" que os EUA cumprirão seus compromissos e os de seus aliados, e que "a Rússia deve prestar contas por suas ações", ressaltou Tillerson.

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