Trump cederá controle de seus negócios a 2 filhos, mas não venderá ativos

Nova York, 11 jan (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que vai ceder todo o controle de seus negócios a seus dois filhos adultos Eric e Donald Jr e a um colaborador, mas não liquidará seus ativos na empresa.

Trump destacou que, se quisesse, poderia continuar dirigindo sua companhia enquanto está na Casa Branca, e afirmou que seus filhos não discutirão as decisões empresariais com ele. O bilionário também disse que deve doar todos os lucros que seus hotéis tiverem no exterior ao Tesouro americano.

Por sua vez, a advogada do magnata, Sheri Dillon, explicou que a empresa de Trump não fará novos negócios no exterior durante seu período na presidência e que as operações nos EUA serão alvo de uma minuciosa supervisão para evitar conflitos de interesses, além de suas operações precisarem ser aprovadas por um assessor ético independente que será nomeado em breve.

Dillon declarou que, tão logo for nomeado presidente, no próximo dia 20, Trump se isolará totalmente de seus negócios e "só saberá de um acordo se o vir nos jornais ou na televisão".

No entanto, a advogada descartou completamente que Trump possa vender seus ativos para eliminar possíveis conflitos de interesses, algo que alguns dos empresários escolhidos para fazer parte de seu gabinete fizeram.

"Não se pode esperar que o presidente eleito Trump destrua a companhia que construiu", disse Dillon, que insistiu que a venda "não é nem sequer factível".

Vários analistas políticos questionaram nos últimos meses a fórmula escolhida por Trump para a gestão de seus negócios, já que transferí-la a seus filhos não elimina completamente as suspeitas sobre possíveis conflitos de interesses.

Entre as opções que o presidente eleito tinha, além da liquidação de seus ativos, estava a de um "fideicomisso cego", alguém ou um fundo que ficaria totalmente responsável pela gestão dos negócios e fora do controle do interessado, algo que já havia sido utilizado no por outros líderes americanos.

Em sua entrevista coletiva de hoje, Trump insistiu que, apesar não ser obrigado a aceitar esta opção, tomou medidas para eliminar receios, por exemplo, rejeitando novas ofertas de negócios no exterior. Como exemplo, citou que no último fim de semana disse não a uma oferta de US$ 2 bilhões por uma operação em Dubai.

Dillon, por sua vez, afirmou que a Trump Organization pôs fim a acordos empresariais que estavam pendentes e que custaram ao magnata e seus filhos milhões de dólares.

Enquanto Eric e Donald Jr. dirigirão a empresa, a filha mais velha de Trump, Ivanka, se desvinculará totalmente dela para se mudar para Washington com o marido, Jared Kushner, que foi designado na segunda-feira como futuro assessor sênior presidencial.

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