Turistas são assaltados e feitos reféns em albergue no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, 11 jan (EFE).- Um grupo de homens armados assaltou um albergue na madrugada desta quarta-feira no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, e roubou dezenas de turistas, segundo relataram à Agência Efe vítimas do incidente.

O assalto aconteceu depois da meia-noite, quando quatro homens com pistolas e facas invadiram o albergue Meiai após render o vigia.

Os assaltantes entraram nos quartos e tiraram dezenas de hóspedes que estavam neles, em sua maioria turistas estrangeiros, para levá-los a um salão onde lhes obrigaram a deitar no chão.

Enquanto um dos ladrões vigiava as vítimas, os demais se ocuparam de roubar seus pertences, especialmente dinheiro, celulares, câmeras, tablets e cartões de crédito.

O colombiano Mario Montenegro, de 22 anos, disse à Efe que os ladrões "assaltaram todas as pessoas que estávamos ali. Eu estava falando com minha família pelo celular, chegaram com armas e nos mandaram entregar tudo. Nos mandaram deitar no chão".

"Iam quarto por quarto. Nos amarraram no chão. Quando estávamos todos controlados, começaram a esvaziar as malas. Nos ameaçaram com as armas. Um nos vigiava e os outros roubavam todos os pertences dos hóspedes", explicou Montenegro.

"É difícil saber quanto tempo foi, acho que 10 ou 15 minutos. Foi algo rapidíssimo para tudo o que levaram", declarou Montenegro, que lamentou que alguns dos hóspedes perderam "literalmente tudo".

O japonês Atsushi Miyanaga, de 29 anos, que estava dormindo quando aconteceu o assalto, afirmou que lhe ameaçaram com uma faca e roubaram seu iPhone, uma câmera e US$ 100 em dinheiro.

Xavier Gomes, gerente de um hotel próximo ao Meiai, afirmou à Efe que na terça-feira recebeu a visita de "uma pessoa suspeita pedindo informação", mas não permitiu que entrasse nos quartos.

"Ele queria entrar nos quartos para ver qual era a quantidade de camas, mas não lhe deixei entrar, pois sabia que vinha para alguma coisa estranha", acrescentou.

Gomes estava trabalhando no turno da madrugada quando aconteceu o assalto no estabelecimento vizinho e escutou os latidos de seus dois cachorros, mas pensou que seria "algum carro passando, não imaginei nada".

"Temos que estar mais alertas", disse, em uma conclusão à qual também chegou Christiane Fagundes, outra vizinha do albergue, que denunciou a falta de vigilância policial.

"Não há patrulhas", afirmou Fagundes à Efe, admitindo que existe uma sensação de "insegurança", uma vez que vários imóveis na região foram alvo de incidentes de violência similares.

"No edifício da frente tivemos um sequestro há dois anos e a rua foi bloqueada. Temos um hotel em frente a nossa casa que também foi assaltado no ano passado perto deste mesmo período do carnaval", lembrou.

A polícia está recolhendo os depoimentos das vítimas e investiga a identidade dos ladrões embora, por enquanto, sem resultados.

Segundo estimativas oficiais, apenas em novembro se registraram 35 roubos em estabelecimentos comerciais na zona sul da cidade, 45% a mais que no mesmo mês do ano passado.

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