Correa critica viagem do prefeito de Quito aos EUA por caso Odebrecht

Quito, 12 jan (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, tachou nesta quinta-feira de "lamentável" e "bastante infantil" a viagem a Washington do prefeito de Quito, Mauricio Rodas, para denunciar o que considera uma perseguição do governo em relação com o caso de supostos subornos cometidos pela Odebrecht.

Rodas pediu hoje ao governo dos Estados Unidos que publique os nomes dos supostos subornados pela construtora brasileira no Equador para que "caia quem deva cair" e acabar assim com as "acusações maliciosas" do Executivo equatoriano contra o município.

O prefeito disse também a uma rádio do Equador que "o governo tenta gerar uma vinculação" entre um processo judicial em matéria tributária de um cidadão particular, detido este mês, com o contrato do metrô de Quito, que está sendo construído.

Na segunda-feira passada Correa afirmou no Twitter que espera-se que os EUA publiquem "rápido os nomes de corruptos com provas pertinentes. No entanto, no Equador as investigações avançam. Foi detido Mauro T. Todos sabem que é o poder por trás do poder no município de Quito".

Em declarações a jornalistas, Correa considerou hoje que "ao invés de viajar para Washington" o que deveria fazer o prefeito de Quito é "explicar ou dizer a seu amigo" (em referência a Mauro T.) que explique "por que tem seis milhões depositados entre 2014 e 2015, quando chega a nova administração municipal" à prefeitura "e coincidente com os contratos do metrô de Quito".

Rodas assegurou que Mauro T. não é funcionário municipal e se mostrou "surpreendido" que se tente vincular um processo judicial particular com o contrato do metrô.

O procurador-geral do Equador, Galo Chiriboga, disse hoje que Mauro T. "é investigado por defraudação tributária. Não se relaciona com o #CasoOdebrecht", segundo publicou a procuradoria em sua conta no Twitter.

O presidente indicou que existem "muitas coisas mais" neste caso, como "dezenas de milhões nas contas de um candidato da direita", cujo nome não mencionou, que espera conseguir uma cadeira no parlamento pela província de Tungurahua nas eleições de fevereiro.

"Todo mundo sabe que esse senhor também participou das negociações do metrô", acrescentou o presidente ao insistir que "isso é o que tem que explicar o senhor prefeito, não fazer um show infantil".

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