EUA acusam Fiat Chrysler de manipular 104 mil veículos para ocultar emissões

Washington, 12 jan (EFE).- A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos acusou nesta quinta-feira a fabricante Fiat Chrysler Automobiles de manipular cerca de 104 mil veículos com motores a diesel para burlar testes de emissões de poluentes.

O anúncio provocou uma queda de mais de 13% nas ações da empresa em Wall Street, que tiveram as transações suspensas logo em seguida, e aconteceu um dia após as autoridades americanas terem imposto uma multa de US$ 4,3 bilhões à Volkswagen pelo escândalo dos motores a diesel da fabricante alemã.

A EPA informou em comunicado que enviou ao grupo ítalo-americano um "aviso" por "supostas violações da Lei de Ar Limpo por instalar e não revelar um software de tratamento de motores".

A denúncia se refere aos modelos 2014, 2015 e 2016 do Jeep Grand Cherokee 4x4 e da picape Dodge Ram 1500 com motores a diesel de 3,0 litros "vendidos nos Estados Unidos" e "as alegações afetam cerca de 104 mil veículos", detalhou o órgão regulador americano.

"Não revelar um software que afeta emissões no motor de um veículo é uma grave violação da lei, que pode resultar a contaminação nociva do ar que respiramos", ressaltou a subdiretora do Escritório de Cumprimento da EPA, Cynthia Giles.

"Seguimos investigando a natureza e impacto. Todas as fabricantes automobilísticas devem cumprir as mesmas regras e continuaremos responsabilizando as empresas que conseguirem uma vantagem competitiva injusta e ilegal", acrescentou Giles.

A EPA colabora com o Conselho de Recursos do Ar da Califórnia (CARB), que também emitiu o mesmo "aviso" contra a fabricante e investiga o caso.

"Mais uma vez, uma grande fabricante automobilística tomou a decisão empresarial de burlar as normas", afirmou a presidente do CARB, Mary D. Nichols.

Os títulos da Fiat Chrysler Automobiles começaram a cair quase uma hora depois da abertura do pregão da Bolsa de Nova York, e até as 11h04 (hora local; 14h04 em Brasília), no momento em que foram suspensos, tinham perdido 16,06%. As transações foram retomadas meia hora depois, e quando as negociações recomeçaram os títulos perdiam cerca de 15%.

A cotação da ação do grupo também foi suspensa temporariamente na Bolsa de Milão, após a divulgação do relatório sobre o envolvimento do grupo na manipulação das emissões de veículos. O título da empresa voltou a cotar no mercado milanês pouco antes das 17h (horas local; 14h em Brasília) e caía mais de 16%.

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