Indicado de Trump para CIA critica uso de tortura em interrogatórios

Washington, 12 jan (EFE).- O congressista Mike Pompeo, indicado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para dirigir a CIA, disse nesta quinta-feira que não cumprirá ordens para voltar a empregar "métodos de interrogação reforçados", em referência a sistemas de tortura como o afogamento simulado.

"Absolutamente não", ressaltou perante as perguntas dos senadores durante sua audiência de confirmação na Comissão de Inteligência do Senado sobre se empregaria técnicas como a de "afogamento simulado", consistente em verter água sobre o rosto coberto com uma tela para provocar a sensação de asfixia no interrogado.

"Não imagino que o presidente eleito me pediria isso", acrescentou.

Essa polêmica técnica, utilizada pelo governo de George W. Bush para extrair informação dos suspeitos detidos após os atentados de 11 de setembro de 2001, foi proibida pelo presidente Barack Obama pouco após sua chegada ao poder em 2009.

No entanto, Trump defendeu durante a campanha eleitoral a volta destes métodos, por considerar que os Estados Unidos não deveriam "trabalhar com leis" nesses temas, uma vez que os terroristas não fazem isso.

"Têm meu compromisso que todos os dias não só falarei a verdade diretamente ao poder, mas também exigirei que os homens e mulheres que dedicam sua vida a este trabalho estejam dispostos e sigam minhas instruções para fazê-lo a cada dia", garantiu.

Pompeo, de 53 anos e congressista pelo Kansas, terá o complexo trabalho de suavizar as suspeitas entre Trump e a agência de inteligência, à qual o futuro presidente americano criticou em reiteradas ocasiões.

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