Para Otan, possível interferência russa nas eleições dos EUA é "inaceitável"

Bruxelas, 12 jan (EFE).- O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, tachou nesta quinta-feira de "inaceitável" qualquer tentativa de interferir no processo eleitoral de outro país, perguntado pela suposta influência da Rússia nas eleições presidenciais dos Estados Unidos com ciberataques.

"Estamos preocupados com a cibersegurança. Vimos relatórios sobre ciberataques contra muitos aliados, e qualquer tentativa de influir nas eleições nacionais de outro país é inaceitável", indicou Stoltenberg em entrevista coletiva junto ao primeiro-ministro da Nova Zelândia, Bill English.

O secretário-geral da Aliança afirmou que a organização está trabalhando para reforçar sua ciberdefesa e de seus aliados.

"A cibersegurança está no topo de nossa agenda, e teve relevância na cúpula de Varsóvia" dos líderes da Otan em julho do ano passado, comento.

"Não vemos nenhuma ameaça imediata contra nenhum aliado da Otan", ressaltou Stoltenberg, que acrescentou que a Rússia "investiu significativamente em suas forças armadas, em capacidades militares", e que demonstrou que "quer usá-las contra seus vizinhos, como a Geórgia e a (península anexada da) Crimeia, além de apoiar separatistas no leste da Ucrânia".

"Por isso, respondemos e com o maior reforço desde a Guerra Fria", lembrou.

Segundo o secretário-geral, com esse esforço de "dissuasão e defesa coletiva não provocamos um conflito, mas o prevenimos".

"É uma resposta de toda a Aliança para manter a paz e a estabilidade e a segurança de todos os aliados", afirmou.

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, reconheceu nesta quarta-feira que a Rússia esteve por trás de ciberataques contra o comitê do Partido Democrata.

Perguntado sobre o que espera de Trump em relação à Otan, criticada pelo americano durante sua campanha eleitoral, Stoltenberg disse estar "absolutamente convencido de que o novo presidente e seu governo seguirão comprometidos com a Otan".

O secretário-geral afirmou, inclusive, que convesou por telefone com o presidente eleito, que disse que "uma Otan forte é importante não só para a Europa, mas também para os EUA", indicou.

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