Senado defende isenção para que indicado de Trump possa comandar o Pentágono

Washington, 12 jan (EFE).- O presidente do Comitê das Forças Armadas do Senado dos Estados Unidos defendeu nesta quinta-feira que seja concedida ao general reformado James Mattis, nome indicado por Donald Trump para comandar o Pentágono, uma isenção à lei que proíbe que um militar que se afastou do serviço há menos de sete anos lidere o Departamento de Defesa.

O senador John McCain, encarregado analisar a indicação de Mattis como secretário de Defesa, se mostrou favorável à ideia de ter o general reformado como novo chefe do Pentágono.

Mattis, apelidado de "Cachorro Louco", deixou o serviço militar após mais de 40 anos de carreira, que encerrou no Comando Central, encarregado das operações no Oriente Médio e na Ásia Central, em 2013. Por esse motivo, ele não poderia ocupar a Secretaria de Defesa com a lei atual.

McCain disse que "não há pessoa mais necessária no momento atual", embora a confirmação ao ex-integrante da Marinha possa se complicar no Senado apesar da maioria republicana.

Ao ser necessária uma limitação legal aos militares para confirmar Mattis, os democratas podem forçar a necessidade de 60 votos a seu favor em vez de uma maioria simples.

Mattis disse no começo da sabatina que reconhece que "o controle civil das Forças Armadas é um mandamento fundamental" e garantiu saber as diferenças entre um mandato civil e outro militar.

O ex-senador Sam Nunn compareceu perante os antigos colegas para solicitar a adoção de uma isenção à lei atual, para a qual lembrou o caso mais recente: quando em 1950 permitiu que o general George C. Marshall liderasse o Pentágono, responsabilidade que tradicionalmente é concedida a um civil.

McCain lembrou que, apesar de apoiar a posse de Mattis como secretário de Defesa do presidente eleito americano, Donald Trump, não é a favor de eliminar a limitação de sete anos para que um militar possa assumir a chefia do Pentágono.

Para o senador veterano, candidato presidencial republicano em 2008, o maior desafio para Mattis e para o governo de Trump não serão os jihadistas do Estado Islâmico (EI), mas "a ruptura com a ordem mundial, da qual o EI é um sintoma".

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