Futura segurança do Chipre é chave em negociação para reunificação, diz ONU

Genebra, 12 jan (EFE).- As garantias que serão oferecidas para garantir a segurança do Chile são o principal fator para o sucesso das negociações de reunificação do país, disse nesta sexta-feira o enviado especial da ONU para a região, Espen Barth Eide.

"É importante entender que segurança se refere a várias coisas, como o sentimento de segurança que os turco-cipriotas e os greco-cipriotas precisam ter, e não só questões militares", disse Eide em uma entrevista coletiva.

O enviado especial disse que dois seis capítulos discutidos nas negociações, as partes estão perto de uma conclusão final em cinco deles. "Mas há assuntos que só poderão ser encerrados quando se acertar as garantias de segurança", destacou.

Qualquer solução deverá passar pela aprovação de Reino Unido, Turquia e Grécia, que assinaram em 1960 um tratado que os transformou em fiadores da segurança e da independência da ilha. Além disso, eles têm o direito de intervir militarmente na região para restabelecer a ordem constitucional.

A Turquia invadiu a parte norte do Chipre em 1974, ao ver ameaçada à minoria turco-cipriota após o golpe de Estado, apoiado pela junta de coronéis da Grécia.

"Para abolir esse sistema (dos fiadores) ou substituí-lo é preciso consentimento", destacou Eide, esclarecendo que os três países participam exclusivamente do capítulo relativo à segurança.

Os ministros das Relações Exteriores de Reino Unido, Turquia e Grécia participaram ontem de uma conferência diplomática que será retomada no próximo dia 18 para formular propostas que permitam resolver as divergências sobre a questão.

Se houver acordo, Eide convocará um novo encontro em um nível político mais elevado, seja com os próprios chanceleres ou com os líderes dos três países.

Outra questão-chave para um acordo, explicou o enviado especial da ONU, seria dar credibilidade ao eventual país que seria criado para que todos estejam convencidos de que ele durará. É preciso também garantir que as comunidades greco e turco-cipriotas terão os mesmos direitos e serão protegidas da mesma maneira.

"Portanto, a primeira necessidade é que as pessoas realmente acreditem na solução encontrada", destacou Eide.

A segurança interna é outra questão que exige garantias, disse o enviado especial, citando os sistemas judicial e policial para garantir que cada cidadão tenha um tratamento justo perante a lei.

Eide, porém, reconheceu que a desconfiança entre as duas comunidades persiste, com certos setores que duvidam que um eventual acordo seja aplicado. Por isso, eles exigem garantias.

"Só depois disso vem a questão da segurança externa e como o Chipre a abordaria, em uma região particularmente tão volátil", explicou o enviado especial.

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