Morre aos 92 anos Ari Rath, ex-editor-chefe do "Jerusalem Post"

Viena, 13 jan (EFE).- O jornalista israelense Ari Rath, editor-chefe do jornal Jerusalem Post durante 18 anos, morreu nesta sexta-feira em Viena, cidade em que nasceu e de onde teve que fugir em 1938 durante o período nazista, informou a imprensa local.

Rath, que completou 92 anos no dia 6 de janeiro, morreu por conta de complicações pulmonares após passar por uma cirurgia no coração em um hospital de Viena.

Segundo o jornal austríaco "Der Standard", o veterano jornalista será enterrado em Israel, país que sempre considerou sua pátria.

Rath teve que fugir da Áustria aos 13 anos, após a Alemanha nazista anexar o país, e viajou com outras crianças de barco até a Palestina, onde viveu por 16 anos em um kibutz (comunidade coletiva israelense).

Durante 31 anos, trabalhou como jornalista no Jerusalem Post, 18 deles como editor-chefe. Em 2007, voltou a adquirir a nacionalidade austríaca, e nos últimos anos participou ativamente em conferências e projetos culturais em vários países sobre o Holocausto e o nazismo.

Segundo o "Der Standard", a ascensão do partido ultranacionalista e xenofóbico FPÖ na Áustria e a política de colonização em Israel, entre outras questões, preocupavam enormemente Rath.

Em 2012, o jornalista publicou um livro de memórias chamado "Ari significa leão", no qual assegurava que seu maior desejo era poder ver a paz em Israel.

"Ari Rath lutou pela liberdade e enfrentou com palavras as partes mais obscuras das ideologias que desprezam a dignidade humana", disse o ministro da Cultura da Áustria, Thomas Drozda, ao comentar a morte do jornalista.

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