Takata fecha acordo para pagar US$ 1 bilhão nos EUA por escândalo de airbags

Washington, 13 jan (EFE).- O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira um acordo com a Takata, pelo qual a fabricante japonesa de autopeças se declara culpada pelo defeito em milhões de airbags que causaram a morte pelo menos 11 pessoas e pagará US$ 1 bilhão em multas e compensações.

A procuradora-geral do Distrito Oriental de Michigan, Barbara McQuade, informou sobre o acordo durante uma entrevista coletiva realizada em Detroit.

Ao mesmo tempo, as autoridades judiciais americanas acusaram três antigos funcionários da Takata por seu envolvimento no escândalo.

Os acusados são Shinichi Tanaka, Hideo Nakajima e Tsuneo Chikaraishi.

Os três antigos executivos da Takata são acusados de fraude eletrônica e conspiração para cometer um crime, ao fazer com que a empresa utilizasse infladores de airbag que sabiam desde o ano 2000 que eram defeituosos.

Segundo assinalaram as autoridades americanas, a Takata soube que os infladores que utilizavam nitrato de amônio não cumpriam os requisitos estabelecidos pela própria companhia e que tinham sofrido falhas durante os testes realizados.

Apesar disso, "a Takata permitiu que seus clientes comprassem esses sistemas de airbag ao enviar relatórios fraudulentos e falsos e outra informação que ocultava a verdadeira condição dos infladores", explicaram as autoridades americanas.

"Os funcionários da Takata, incluindo vários de seus executivos, discutiram de forma habitual a falsificação dos relatórios de provas que a Takata proporcionava a seus clientes em e-mails e comunicações verbais", acrescentaram.

O acordo com as autoridades americanas especifica que a Takata pagará US$ 850 milhões aos 19 fabricantes que instalaram seus airbags em automóveis e que se viram forçados a substitui-los.

Além disso, a Takata criou um fundo de compensação com US$ 125 milhões para pagar as vítimas dos airbag defeituosos.

A fabricante japonesa pagará também às autoridades uma multa de US$ 25 milhões.

A estimativa é que 11 pessoas morreram nos Estados Unidos em consequência da explosão dos infladores defeituosos dos airbags e mais de 180 ficaram feridas.

As autoridades assinalaram que os fundos serão administrados pelo advogado Kein Feinberg, que já cumpriu o mesmo papel no fundo criado pela General Motors (GM) para compensar às vítimas do defeito do sistema de ignição de seus veículos.

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