Uribe apoia prisão de ex-vice-ministro suspeito em caso Odebrecht na Colômbia

Bogotá, 13 jan (EFE).- O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe elogiou nesta sexta-feira a decisão da Procuradoria-Geral do país de deter um vice-ministro de seu governo pelo caso do pagamento de propinas realizado pela construtora brasileira Odebrecht.

"Com uma dor da pátria e pessoal, apoio totalmente a decisão do promotor sobre Gabriel García", disse Uribe em comunicado.

As autoridades colombianas prenderam ontem Gabriel García Morales, vice-ministro de Transportes durante o governo de Uribe (2002-2010), pelo suposto envolvimento no caso Odebrecht.

"A investigação sobre as propinas da Odebrecht incluía um minucioso rastreamento do caminho do dinheiro. Confio na decisão do promotor", disse o ex-presidente.

"Não é possível que pessoas como Gabriel García recebam propinas. Espero que os promotores encontrem todos os subornados nos diferentes contratos com a Odebrecht, que se saibam o nome dos parlamentares que receberam dinheiro e se as campanhas do presidente (Juan Manuel) Santos tiveram financiamento desta companhia", disse.

O procurador-geral da Colômbia, Néstor Humberto Martínez, sustentou ontem que tem evidências de que García exigiu o pagamento de US$ 6,5 milhões para garantir que a Odebrecht fosse a única vencedora da licitação para o segundo trecho da Rota do Sul. Nos próximos dias, ele será acusado pelos crimes de suborno, interesse indevido na realização de contratos e enriquecimento ilícito.

García, primeiro preso na Colômbia pelo envolvimento no caso Odebrecht, foi também diretor do extinto Instituto Nacional de Concessões.

Os pagamentos pelo segundo trecho da Rota do Sul foram pagos pelo Departamento de Operações Estruturais da Odebrecht, disse a Procuradoria-Geral da Colômbia. O órgão foi apelidado de "departamento de propinas" pelos investigadores da Operação Lava Jato, que também investiga a empresa no Brasil.

Segundo relatório divulgado no ano passado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht pagou US$ 788 milhões em subornos em 12 países da América Latina e da África. Na Colômbia, a empresa teria desembolsado US$ 11 milhões entre 2009 e 2014.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos