Governo e rebeldes militares chegam a um acordo na Costa do Marfim

Abidjan, 14 jan (EFE).- O governo da Costa do Marfim e representantes dos militares que se rebelaram no último dia 6 para exigir pagamentos atrasados e melhoras salariais chegaram a um acordo para acabar com a crise, informaram neste sábado à Agência Efe fontes governamentais.

O acordo foi alcançado na noite de ontem, após várias horas de negociações, onde tiros foram disparados em pelo menos duas bases militares da capital econômica, Abidjan, e na parte externa do edifício onde acontecia o diálogo.

As negociações aconteceram em Bouaké, a segunda maior cidade do país e ponto de origem do motim, que mais tarde se estendeu para várias localidades do norte, oeste e centro do país e até chegar em Abidjan.

Centenas de soldados tomaram o controle das ruas e os acessos de Bouaké durante a negociação. Os militares dispararam para o alto em duas ocasiões para dispersar os civis que protestavam contra o motim.

O acordo assinado ontem à noite é o segundo alcançado para atender as reivindicações dos militares anunciado pelo governo do presidente Alassane Ouattara, após o fracasso do compromisso acordado com os amotinados no dia 7.

Horas depois que o acordo foi anunciado, soldados descontentes tomaram como refém em Bouaké o ministro da Defesa, Alain Richard Donwahi, a quem pretendia segurar até conseguir mais detalhes como o presidente vai cumprir suas promessas.

O próprio Donwahi - que foi libertado horas depois - liderou a delegação governamental nas negociações de ontem, onde também participou o novo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o general Touré Sékou.

Sékou foi nomeado no cargo quatro dias depois do início do motim, depois que Alassane Ouattara destituiu o antigo chefe do Estado-Maior, o comandante da Gendarmaria e o diretor-geral da polícia.

Bouaké é a antiga capital da rebelião contra o ex-presidente Laurent Gbagbo, que controlou a metade norte do país até o final da guerra civil, em 2011, e apoiou ao atual presidente.

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