Venezuela rejeita prorrogação da "emergência nacional" emitida por Obama

Caracas, 13 jan (EFE).- O governo de Nicolás Maduro rejeitou nesta sexta-feira, de forma "categórica", a renovação por um ano mais da "emergência nacional" emitida pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre a Venezuela e qualificou a continuidade desta ordem como uma "agressão" que faz parte de um legado "de ódio".

"O governo venezuelano rejeita categoricamente a renovação de emergência nacional que sustenta a Ordem Executiva contra a Venezuela como declarou @potus", escreveu a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, no Twitter, em mensagem onde se referia a Obama pelo nome de sua conta nesta mesma rede social.

Em outra mensagem, a ministra das Relações Exteriores da Venezuela afirmou que "esta agressão cometida novamente pelo presidente Barack Obama faz parte de seu legado de ódio e violações graves do direito internacional".

Ela acrescentou que a "Venezuela exige mais uma vez que se atenda o clamor dos países do mundo que solicitaram expressamente a revogação da bárbara Ordem Executiva".

Obama emitiu nesta sexta uma ordem de continuidade de um ano da "emergência nacional", declarada em 2015, sobre a Venezuela, onde, segundo afirmou, "a situação não melhorou" e "o governo continua corroendo as garantias dos direitos humanos".

O presidente americano emitiu em março de 2015 uma ordem executiva se referindo a situação crítica da Venezuela, que renovou em março de 2016 e quis prorrogar por mais um ano antes de deixar o poder, na próxima semana, quando Donald Trump assumirá o cargo.

Para a prorrogação da ordem, o presidente argumentou que a Venezuela segue sofrendo "perseguição dos opositores políticos, restringindo a liberdade de imprensa, uso da violência e violações dos direitos humanos".

Para esta sexta-feira estava prevista a retomada do diálogo político na Venezuela, o que não aconteceu por conta da recusa da da oposição de se reunir com o governo de Maduro, até que não se cumpram os acordos estabelecidos em outubro do ano passado.

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