Dono de principal jornal de Israel é interrogado por tráfico de influência

Jerusalém, 15 jan (EFE).- A polícia de Israel interrogou neste domingo, pela terceira vez, o proprietário do principal grupo midiático do país, o "Yedioth Ahronoth", por uma entrevista com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, na qual ambos poderiam ter incorrido em um possível crime de tráfico de influência.

O interrogatório do empresário Arnón Mozes durou oito horas e foi acompanhado da publicação de vários novos detalhes da entrevista pela imprensa local neste fim de semana.

Netanyahu teria pedido que o influente jornal de Mozes parasse de o questionar, reduzindo as críticas de "9,5 para 7,5 na escala Richter". Além disso, o primeiro-ministro solicitou, entre outras coisas, a contratação de jornalistas de direita.

O empresário pede nomes a Netanyahu e exige em troca uma lei que limite as atividades do jornal "Israel Hayom", afim ao governo, e que mudou a imprensa local por ser gratuito, informou o "Canal 2".

O primeiro-ministro responde que teria que consultar o "ruivo", um apelido para o magnata judeu-americano Sheldon Adelson, que criou o jornal há dez anos para promover a carreira de Netanyahu.

O primeiro-ministro, que já foi interrogado por outros casos de corrupção, afirmou que as acusações não "irão dar em nada". "Não irão dar em nada porque não há nada", minimizou Netanyahu.

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