Maduro assina novo decreto de emergência econômica na Venezuela

Caracas, 15 jan (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assinou neste domingo, durante a apresentação do relatório anual de sua gestão, um novo decreto de emergência econômica para superar a crise vivida pelo país, o primeiro de 2017, mas a sexta extensão do documento desde que a situação foi decretada há um ano.

"Amanhã será divulgado no Diário Oficial o primeiro decreto de emergência extraordinária, de emergência econômica para continuarmos combatendo a crise, para continuarmos avançando para superá-la", disse Maduro na sede do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

Em pronunciamento feito em rede nacional de rádio e televisão, Maduro celebrou ter assinado o decreto há um ano e suas contínuas renovações. Segundo ele, a medida permitiu que o país "transitasse pela tempestade" de um ano como 2016, considerado por ele como "duro, difícil, de resistência e da intensificação do assalto ao poder por parte da oligarquia".

"Os estados de exceção e emergência econômica foram um instrumento extraordinário para poder manobrar no meio da crise e poder enfrentar a sabotagem da Assembleia Nacional", disse Maduro.

O presidente da Venezuela afirmou que ao longo dos últimos anos, especialmente em 2016, houve uma "orquestração de interesses" para "quebrar" a revolução bolivariana comandada por ele.

Ao falar sobre sua gestão no último ano, Maduro disse que, para atacar a revolução, a "direita nacional e internacional trabalhou para distorcer o valor da moeda desde Cúcuta e Miami".

Maduro também alegou que há um "cerco financeiro internacional" para que a Venezuela não obtenha auxílio externo. "Há uma manipulação dos fatores internacionais para tentar declarar que o país está em moratória", completou o presidente.

Como parte da guerra contra o governo, disse Maduro, houve "açambarcamento, desabastecimento provocado, contrabando e a aparição de reais máfias da economia criminosa na distribuição de bens e de serviços".

Maduro apresentou neste ano o relatório anual de gestão no Supremo e não na Assembleia Nacional, como determina a Constituição. Segundo ele, o parlamento, de maioria opositora, se mantém em "desacato" por não aceitar as decisões da última instância judicial do país.

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