Rebelião em presídio no RN termina após 14 horas e com mais de 10 mortos

Redação Central, 15 jan (EFE).- A rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, no Rio Grande do Norte, terminou na manhã deste domingo com a entrada da Tropa de Choque da Polícia Militar no complexo penal e sem resistência por parte dos detentos, de acordo com a Secretaria de Segurança do estado, que confirmou que houve mais de dez mortes durante o motim.

A entrada da polícia começou de maneira gradual desde a noite de sábado, primeiro na parte externa e depois nos pátios e pavilhões do complexo penitenciário, o maior do Rio Grande do Norte.

De acordo com as primeiras informações das autoridades, uma briga entre duas facções rivais de detentos gerou confrontos, assim como em outras penitenciárias do país nos últimos dias.

A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), órgão responsável pelo sistema carcerário no Rio Grande do Norte, disse que a penitenciária de Alcaçuz abriga 1.150 presos, mas sua capacidade é para apenas 620.

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do estado denunciou que no sábado, antes do motim, que começou às 17h (hora local; 18h de Brasília pelo horário de verão), um veículo foi ao complexo, e homens que estavam nele entregaram armas aos detentos por um dos muros.

Em comunicado, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) afirmou que as mortes são "resultado de uma disputa entre facções rivais", e o governo estadual disse, por sua vez, que "estão sendo coletadas as informações sobre a participação dessas facções criminosas" na rebelião.

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