FBI prende mulher do autor de massacre em boate gay de Orlando

Miami, 16 jan (EFE).- Noor Mateen, a esposa de Omar Seddique Mateen, o autor do massacre que matou 49 pessoas em junho de 2016 em uma boate gay de Orlando, nos Estados Unidos, foi detida nesta segunda-feira em San Francisco por seu envolvimento no crime.

A mulher foi detida por agentes do FBI (polícia federal americana) por colaboração, cumplicidade e obstrução à Justiça no pior ataque por arma de fogo da história o país.

"Fico feliz em ver que a mulher de Omar Mateen foi acusada de ajudar seu marido no cometimento deste brutal ataque à boate Pulse", disse em comunicado o chefe da polícia de Orlando, John Mina.

Mina indicou que nada poderá "apagar a dor" que sentiram os familiares e amigos das vítimas, mas que esta informação representa "certo alívio".

Noor se mudou a San Francisco depois que seu marido entrou, na madrugada de 12 de junho de 2016, fortemente armado na boate Pulse e matou 49 pessoas antes de ser abatido pelas forças especiais da polícia de Orlando.

Veículos de comunicação locais afirmaram que a previsão é que a mulher compareça nesta terça-feira perante um juiz federal em San Francisco para responder por estes supostos crimes.

Os investigadores suspeitam há muito tempo que Noor pôde estar envolvida no massacre e que inclusive acompanhou seu marido, um americano de origem afegã, a uma loja de armamento antes do ataque.

Após o massacre, a procuradoria federal decidiu não processar nenhuma pessoa relacionada com Omar por considerar que seria "errôneo" e "injusto", mas o FBI não deixou de investigar a participação de Noor nos fatos.

Em entrevista publicada em novembro do ano passado pelo jornal "The New York Times ", a mulher disse que "não sabia nada" do que seu marido tinha planejado.

"Não aprovo o que fez. Sinto muito o que aconteceu. Feriu muita gente", assegurou a mulher, nascida na Califórnia.

Pouco antes de morrer pelos disparos das forças da ordem, nas conversas que teve com o telefone de emergência 911, Mateen jurou lealdade a Abu Bakr al-Baghadadi, o líder do grupo terrorista Estado Islâmico, e pediu que os Estados Unidos deixassem de bombardear a Síria.

No entanto, o FBI considera que o massacre de Pulse se tratou tanto de um atentado terrorista como de um crime de ódio contra homossexuais.

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