Merkel minimiza críticas de Trump e confia que manterá parceria com os EUA

Berlim, 16 jan (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, evitou comentar nesta segunda-feira as críticas feitas pelo presidente eleito dos EUA, Donald Trump, à política para refugiados alemã, à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e à União Europeia, afirmando que espera que o governo dos dois países colaborem de forma estreita depois da posse do republicano.

Em entrevista coletiva realizada após uma reunião com o primeiro-ministro da Nova Zelândia, Bill English, Merkel reconheceu que ela e Trump mantêm opiniões diferentes em alguns assuntos, mas se mostrou convencida que a cooperação bilateral se manterá.

"Quando Trump assumir seu cargo, claro que cooperaremos com o novo governo americano. E, então, veremos que tipo de acordos poderemos obter", disse brevemente Merkel na entrevista.

A chanceler quis esclarecer a questão dos refugiados, a relação com a guerra civil na Síria e o aumento do terrorismo na Europa. Segundo Merkel, os ataques atingiram primeiro outros países e enfrentar a questão é uma "tarefa global".

A luta contra o terrorismo, destacou a chanceler, é apenas um dos assuntos que a UE tem lidar em conjunto no século XXI. A segurança nas fronteiras exteriores, a melhora da segurança interna, o início de um mercado digital comum e a criação de postos de trabalho são outras questões que precisam de união para serem enfrentadas.

"Nós, os europeus, temos o destino em nossas mãos", resumiu.

Mais cedo, o porta-voz do governo, Steffen Seibert, disse que Merkel tinha lido com "interesse" a entrevista que Trump concedeu aos jornais britânico "The Times" e ao alemão "Bild". O presidente eleito classificou a Otan como obsoleta e disse que a política de refugiados da chanceler tinha sido um "erro catastrófico".

Por enquanto, não há prevista uma reunião entre ambos os líderes. Trump deve visitar a Alemanha em julho, quando o país irá organizar a próxima reunião do G20 na cidade de Hamburgo.

Sobre o tratado de livre-comércio entre UE e EUA, também questionado por Trump, Seibert lembrou que o governo da Alemanha considera o TTIP como um "importante acordo" já que beneficia ambas as partes. Além disso, o porta-voz disse que a expectativa é que as negociações sejam retomadas em breve.

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