Otan segue "segura" de compromisso dos EUA, mesmo após críticas de Trump

Bruxelas, 16 jan (EFE).- O secretário-geral da Otan, o norueguês Jens Stoltenberg, está "absolutamente seguro" que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, manterá seu compromisso com a organização após as últimas críticas feitas contra a mesma, indicou nesta segunda-feira à Agência Efe a porta-voz da aliança militar, Oana Lungescu.

Stoltenberg "está absolutamente seguro que o próximo governo americano seguirá comprometido com a Otan", afirmou a porta-voz, ao ser perguntada pela entrevista de Trump ao jornal alemão "Bild" na qual o magnata considerou que a Otan está "obsoleta".

Lungescu lembrou que o secretário-geral já havia manifestado anteriormente que "deseja trabalhar com o presidente eleito Trump e sua equipe de segurança nacional".

A porta-voz afirmou que Stoltenberg conversou com Trump sobre "como a Otan necessita seguir se adaptando ao novo entorno de segurança", no qual se inclui a luta contra a ameaça do terrorismo, assim como a necessidade de aumentar a despesa em defesa da aliança militar, "que foi uma prioridade para o secretário-geral desde a sua nomeação em 2014".

"Uma Otan forte é boa para os Estados Unidos, assim como é para a Europa", concluiu a porta-voz.

Na última reunião de ministros das Relações Exteriores da Otan, o no dia 6 de dezembro, Stoltenberg já havia manifestado sua "absoluta confiança" de que Trump manteria "forte compromisso com a Otan, com o vínculo transatlântico e com as garantias de segurança para a Europa".

Estas foram as palavras do político norueguês após manter uma conversa telefônica com Trump depois de sua vitória eleitoral em novembro.

Nessa reunião, Stoltenberg também falou sobre a importância de o Congresso americano ter autorizado quadruplicar o orçamento do país para financiar sua presença na Europa com uma nova brigada e equipamentos para o envio de mais uma.

Na opinião do secretário-geral, isto "é uma mensagem muito clara de que os EUA seguirão comprometidos com a Europa", disse o funcionário na época.

Além disso, Stoltenberg lembrou naquela ocasião que "a única vez" em que o artigo 5 do Tratado de Washington - sobre defesa coletiva, pedra fundamental da Otan - foi invocado, foi pelos EUA, após os atentados de 11 de setembro de 2001, o que motivou o envio de centenas de milhares de soldados de países aliados europeus ao Afeganistão para a luta contra o terrorismo.

Deste total, o político norueguês indicou que mais de mil morreram nessa missão.

Sobre o pedido de Trump para que os aliados europeus aumentassem suas despesas em defesa, Stoltenberg se disse favorável.

"Esta foi a mensagem do presidente (Barack) Obama e estou de acordo", disse Stoltenberg em dezembro, em referência ao fato de que os aliados que situam seus gastos com defesa abaixo de 2% de seu PIB deverão incrementá-lo.

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