Procurador pede que Humala só possa sair do Peru com autorização judicial

Lima, 16 jan (EFE).- O procurador Germán Juárez solicitou nesta segunda-feira em uma audiência judicial que o ex-presidente do Peru, Ollanta Humala (2011-2016), só possa sair do país com a autorização de um juiz, para garantir que não atrapalhará a investigação da qual é alvo pelo suposto crime de lavagem de ativos.

Juárez argumentou ao juiz Richard Concepción Carhuancho que existe o risco de que Humala fuja, apesar de o ex-presidente já ter a obrigação de informar previamente ao juizado se vai deixar o país ou a mudar seu lugar de residência, como parte das regras de conduta impostas anteriormente pelo magistrado.

A medida solicitada prevê que Humala deva apresentar uma permissão judicial na Superintendência Nacional de Migrações antes de qualquer viagem que deseje realizar ao exterior.

Juárez sustentou seu pedido com a cópia de um poder notarial outorgado pela esposa de Humala, Nadine Heredia, para que seus três filhos mais novos possam viajar com seu marido ou com qualquer pessoa que esta decida ao interior ou exterior do país sem limite algum.

O advogado de Humala, Julio César Espinoza, pediu ao juiz Carhuancho, titular do Primeiro Juizado de Investigação Preparatória da Sala Penal Nacional, que declare infundado o pedido do procurador, ao lembrar que seu cliente demonstrou em ocasiões anteriores sua disposição de colaborar de forma permanente com a Justiça.

Espinoza destacou que Humala comunicou antecipadamente a viagem que fez à Espanha em outubro de 2016 e pagou uma caução de 50.000 sóis (cerca de US$ 15 mil) imposta pelo juiz.

Na mesma investigação também está incluída Nadine Heredia, a quem o juiz Carhuancho autorizou na semana passada a viajar para Genebra (Suíça) para assumir o cargo de diretora de um escritório da FAO desde que todos os meses retorne ao país para assinar um caderno de controle.

Humala e Heredia são investigados pelo crime de lavagem de ativos em um suposto financiamento irregular do Partido Nacionalista Peruano (PNP), fundado e presidido por ela e seu marido, durante as campanhas eleitorais de 2006 e 2011.

Entre as acusações que respondem figura uma por supostamente ter recebido dinheiro do falecido ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para a campanha eleitoral de Humala em 2006, e das construtoras brasileiras Odebrecht e OAS para a campanha de 2011. EFE

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