Trump se reúne com filho de Martin Luther King em meio a nova polêmica

Nova York, 16 jan (EFE).- O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu nesta segunda-feira com o filho mais velho de Martin Luther King, uma reunião que teve como plano de fundo recentes críticas do republicano a um importante defensor dos direitos civis no país.

A reunião foi realizada na Trump Tower de Nova York, onde o presidente eleito vive e mantém seu principal escritório, coincidindo com o feriado nacional para lembrar o nascimento de Martin Luther King, assassinado em 4 de abril de 1968.

O filho mais velho do líder afro-americano, Martin Luther King III, disse que tinha conversado com Trump sobre mecanismos para incentivar a participação eleitoral no país, como integrante de uma instituição política que elabora uma campanha nesse sentido.

Mas a reunião ocorre dias depois de Trump ter criticado o congressista democrata negro John Lewis, uma das figuras mais destacadas do movimento de direitos civis. As críticas do republicano vieram depois de Lewis afirmar que não via Trump como um "presidente legítimo".

"Ele deveria gastar mais tempo em arrumar e ajudar seu distrito, que está em péssimo estado e caindo aos pedaços (sem mencionar que está infestado pelo crime) em vez de fazer falsas queixas sobre os resultados eleitorais. É só blá blá blá - sem ação, sem resultado. Triste!", disse Trump no sábado pelo Twitter.

Após a reunião com o presidente eleito, Martin Luther King III foi consultado sobre os comentários de Trump, mas tentou minimizar a polêmica.

"Acredito que, no calor das emoções, dizemos muitas coisas. O objetivo é unir os americanos. Somos um grande país", disse o filho mais velho do mais importante representante na luta dos direitos civis nos EUA, lembrando que esse era um dos objetivos de seu pai e de sua mãe, Coretta Scott.

"Em algum momento, esse país tem que avançar", reiterou.

As declarações foram dadas por Martin Luther King III no hall da Trump Tower. Trump acompanhou o visitante na saída do edifício, cumprimentou o convidado em frente às câmeras, mas não falou com os jornalistas que acompanham a transição de poder nos EUA.

A reunião entre ambos não estava anunciada previamente e só foi confirmada horas antes por um dos porta-vozes da equipe.

Por causa das críticas de Trump a Lewis, alguns legisladores democratas já anunciaram que não estarão presentes na cerimônia de posse do novo presidente, que será realizada na sexta-feira.

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