Bombardeio do exército nigeriano em campo de refugiados mata pelo menos 50

Abuja, 17 jan (EFE).- Pelo menos 50 pessoas morreram nesta terça-feira e outras 120 ficaram feridas durante um bombardeio aéreo do exército da Nigéria em um campo de refugiados na cidade de Rann, no nordeste do país, informou a Organização Médicos sem Fronteiras (MSF) à Agência Efe.

O exército, que não informou o número de vítimas, confirmou o ataque aéreo feito durante uma operação militar contra o grupo terrorista Boko Haram que, "infelizmente", atingiu civis e integrantes da equipe humanitária da MSF e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

"As equipes da MSF viram 120 feridos e 50 mortos após o bombardeio. Agora estão tentando proporcionar primeiros socorros em suas instalações e estão estabilizando os pacientes para poder retirar os feridos", explicaram à Efe fontes da organização, cujas equipes no terreno estão "comovidas" com o ocorrido.

Segundo explicou o comandante da operação, Lucky Irabor, em entrevista coletiva na cidade de Maiduguri (norte da Nigéria), o ataque militar começou esta manhã após a informação de que na região se encontravam terroristas de Boko Haram.

"Infelizmente, o ataque aconteceu, mas outros civis que estavam nos arredores da área se viram atingidos", lamentou o comandante.

O acampamento de deslocados internos de Rann se encontra situado muito perto da fronteira com Camarões, no estado nortista de Borno, um dos alvos frequentes do grupo jihadista Boko Haram.

Embora o exército nigeriano tenha confirmado que durante o ataque morreram civis e equipes da MSF e do CICV também foram atingidas, ainda não proporcionou nenhum número oficial de vítimas mortais.

Por sua parte, a MSF pediu às autoridades que ponham todas as medidas em andamento para facilitar a evacuação urgente dos feridos.

"Nossas equipes médicas e cirúrgicas em Camarões e no Chade estão prontas para tratar os pacientes feridos", acrescentou a organização.

O Boko Haram matou mais de 20.000 pessoas e obrigou mais de 2,5 milhões a fugir de seus lares desde que começou sua atividade terrorista em 2009.

Os jihadistas sofreram várias derrotas desde que Nigéria, Chade, Camarões e Níger decidiram criar uma força multinacional para coordenar uma ofensiva ao redor do lago Chad, na região fronteiriça dos quatro países.

No entanto, nas últimas semanas voltaram a cometer vários ataques no nordeste da Nigéria, onde lutam para instaurar um Estado de cárater radical islâmico.

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