Detido por atentado em Istambul já foi talibã e da Al Qaeda, diz TV turca

Istambul, 17 jan (EFE).- O terrorista que supostamente matou 39 pessoas na virada do ano na boate Reina, em Istambul, na Turquia, e que foi detido na noite de ontem, já pertenceu aos Talibãs e à Al Qaeda antes de se juntar ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI), informou nesta terça-feira a emissora de televisão "CNNTÜRK".

O suspeito, identificado como Abdulkadir Masharipov, tem 34 anos, é de origem centro-asiática e, supostamente, teria começado seu contato com organizações terroristas em um grupo armado do Uzbequistão.

Posteriormente, Masharipov se uniu aos talibãs no Afeganistão e depois à Al Qaeda, antes de entrar para o Estado Islâmico em 2013, informou a "CNNTÜRK".

O suspeito foi capturado às 21h15 GMT (19h15 de Brasília) da segunda-feira pela polícia no bairro de Esenyurt, na periferia de Istambul.

Segundo o jornal "Hürriyet", no momento da detenção, o suspeito estava junto com seu filho de 4 anos.

Além de Masharipov, foram detidas outras quatro pessoas, três delas mulheres e um homem do Quirguistão. As mulheres se ocupavam de fazer compras sem levantar suspeitas dos vizinhos.

Aproximadamente mil policiais analisaram 100 mil horas de gravações de câmeras de vigilância urbanas para poder encontrar o agressor.

Antes da prisão, o suspeito tinha escapado por pouco em outras três batidas policiais. Em uma delas, inclusive, foi encontrado um cigarro ainda aceso na casa em que o suposto extremista estava se escondendo.

A polícia já sabia há três dias seu último paradeiro, mas se limitou a monitorar a casa para averiguar quem o visitava antes de lançar a operação de detenção ontem à noite.

O detido foi levado à delegacia central de Vatan, em Istambul, enquanto continuam outras operações policiais simultâneas contra outras células da mesma rede, informou a agência "Anadolu".

As autoridades anunciaram que hoje haverá um comparecimento oficial para informar sobre a detenção.

De acordo com informações que vazaram e foram veiculadas na imprensa na semana passada, Masharipov era de origem uzbeque, apesar de o governo turco ter dito que ele possivelmente pertencesse à etnia túrquica uigur, da China, e que teria chegado à Turquia vindo do Quirguistão.

Poucos dias depois do ataque, as forças de segurança detiveram a esposa do suposto autor em Istambul e outros familiares do mesmo na cidade de Konya, no centro da Turquia.

A esposa declarou ao jornal "Cumhuriyet" que não sabia que Masharipov pertencia ao EI e explicou que o suposto terrorista e sua família chegaram no dia 20 de novembro em um voo vindo do Quirguistão ao aeroporto de Istambul, de onde foram para Ancara e, em 22 de novembro, para Konya, em busca de emprego.

Lá, Masharipov alugou um estúdio por cerca de US$ 300 e pagou três meses adiantado. Em 29 de novembro, o suspeito viajou em um automóvel até Istambul, relatou a publicação.

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