Escócia vê "mais provável" outro plebiscito após saída do mercado único

Londres, 17 jan (EFE).- A ministra principal da Escócia, a nacionalista Nicola Sturgeon, afirmou nesta terça-feira que o plano do governo britânico de sair do mercado único europeu abre a possibilidade de convocação de um novo plebiscito para que os escoceses escolham um "futuro diferente" do que seguirá o Reino Unido.

"O Executivo não pode nos tirar da União Europeia e do mercado único sem levar em conta o impacto em nossa economia, o emprego, os padrões de vida e nossa reputação de país aberto e tolerante", afirmou Sturgeon após o discurso no qual a primeira-ministra britânica, a conservadora Theresa May, expôs suas prioridades diante do Brexit.

A líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP) defendeu o direito dos escoceses de "escolher entre essa opção e um futuro diferente".

"Com suas palavras de hoje, a primeira-ministra simplesmente fez com que essa escolha seja mais provável agora", disse Sturgeon, que pediu ao governo britânico um plano para que a Escócia siga no mercado único.

Na consulta popular do dia 23 de junho do ano passado sobre a permanência na União Europeia (UE), 62% dos escoceses votaram por continuar no bloco - contra 38% -, enquanto o Brexit venceu com 52% dos votos no conjunto do Reino Unido.

"A Escócia não votou pela direção tomada pela primeira-ministra em seu discurso de hoje (terça-feira), que vai contra nossos interesses nacionais. Ficou claro que o Reino Unido segue em direção a um 'Brexit duro', que ameaça ser catastrófico para a economia. Estas decisões não estão sendo tomadas a partir dos melhores interesses racionais para o país, mas pelas obsessões da extrema direita dentro do Partido Conservador", opinou a ministra principal.

Desde a vitória do "Brexit" nas urnas, Sturgeon sugeriu em diversas ocasiões que seja cogitada a possibilidade de se convocar um novo plebiscito sobre a independência da Escócia caso o governo britânico não defenda os interesses da região.

Em 2014, 55% dos escoceses rejeitaram se separar do Reino Unido, frente a 45% que votaram a favor da independência.

"Embora o governo escocês vá continuar a tomar decisões de uma forma ordenada e responsável, há algo que deve ficar completamente claro: o governo conservador não pode atuar contra os desejos e interesses da Escócia", afirmou.

"Se, como indicou a primeira-ministra, o Reino Unido não seguir no mercado único, então deve ser dado um impulso sério à nossa proposta de permitir à Escócia que escolha", disse a ministra principal.

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