Lavrov defende participação de ONU e EUA em reunião em Astana

Moscou, 17 jan (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, defendeu nesta terça-feira a convocação de representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Administração americana de Donald Trump para as conversas de paz sobre a Síria em Astana (Cazaquistão).

"Acreditamos ser certo convidar representantes da ONU e da nova administração dos Estados Unidos para este encontro", disse em entrevista coletiva, acrescentando que espera que a reunião aconteça no próximo dia 23.

Segundo Lavrov, o objetivo das conversas será "consolidar o cessar-fogo na Síria e envolver os comandantes de campo da oposição" no processo.

"Esperamos que a nova administração americana aceite este convite e esteja presente com especialistas que considere oportunos", disse.

Caso seja confirmada a presença de representantes dos Estados Unidos, seria "o primeiro contato oficial" entre Rússia e a administração de Trump, e nele poderiam ser abordadas as medidas para intensificar a luta contra o terrorismo.

De acordo com Lavrov, a Rússia espera que a cooperação na crise da Síria e seja mais eficiente com a equipe de Trump do que foi com a administração de Barack Obama, já que em declarações anteriores o presidente eleito e sua equipe deram a entender que "não haverá dois pesos e duas medidas na guerra contra o terror". Segundo ele, o terrorismo internacional se tornou a maior ameaça global em 2016 e a comunidade internacional "ainda não é capaz de criar uma frente unida contra o terrorismo".

"Com certeza isto nos preocupa muito e por que isso está acontecendo? Pode ter várias razões. Vemos que o problema de formar uma frente comum para lutar contra o terrorismo, o crime organizado, o tráfico de drogas e muitas outras ameaças estão se tornando sistêmicos", afirmou.

O ministro acrescentou que a Rússia está disposta a cooperar com os Estados Unidos, a União Europeia e a Otan contra o terrorismo sobre a base do respeito mútuo e disse estar satisfeito com as declarações de Trump sobre essa luta ser uma de suas prioridades. EFE

vh/cdr

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