Macri quer endurecer política migratória para reduzir criminalidade

Buenos Aires, 17 jan (EFE).- O presidente da Argentina, Mauricio Macri, considerou nesta terça-feira necessário modificar a política migratória para controlar a entrada de estrangeiros com antecedentes criminais e poder expulsar os que forem condenados, a fim de evitar que o país continue sendo considerado um destino para a "delinquência".

"Não podemos permitir que o crime escolha a Argentina. Precisamos articular com os demais países e não atuar somente após os fatos", expressou Macri nesta terça-feira em sua primeira entrevista coletiva de 2017, realizada na Casa Rosada, sede do governo.

Nesta segunda-feira, o diretor de Migrações da Argentina, Horacio García, disse que a lei migratória vigente é "muito interessante" do ponto de vista "da hospitalidade e da abertura ao mundo", mas "tem problemas graves, como os longos prazos administrativos e os prazos judiciais" para expulsar um estrangeiro que tenha cometido crimes.

Nesse sentido, Macri adiantou que trabalhará em conjunto com outros países para ter melhor acesso aos antecedentes criminais de quem entrar na Argentina, já que quem cometeu crimes "não é bem-vindo", e garantiu que é necessário agilizar os trâmites judiciais para poder expulsar "em duas semanas" um estrangeiro condenado.

Após lembrar que é filho de imigrantes, o presidente insistiu na necessidade de "continuar recebendo pessoas que queiram vir para trabalhar".

Macri também se referiu à reforma do regime penal proposta por seu governo que poderia reduzir a maioridade penal de 16 para 14 anos, uma medida que gerou polêmica na sociedade e entre alguns setores políticos.

"O mundo já avançou a ponto ter códigos penais que deem ferramentas não só para a recuperação dos jovens, mas também para conter o uso de adolescentes como uma ferramenta do crime", argumentou.

O presidente argentino defendeu que tanto a reforma migratória como a da maioridade penal são "coisas razoáveis" que devem ser discutidas, sem deixar de lado "a importância da juventude e sua formação, nem a importância da imigração como uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento da Argentina".

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