Al Qaeda do Magrebe Islâmico reivindica ataque que deixou 47 mortos no Mali

Nouakchott, 18 jan (EFE).- O grupo jihadista Al Mourabitoun, filiado à Al Qaeda do Magrebe Islâmico (AQMI), reivindicou o ataque desta quarta-feira contra um quartel militar em Gao, no norte do Mali, que deixou 47 mortos e dezenas de feridos.

Em nota enviada à agência mauritana "Al Akhbar", veículo normalmente usado pelos jihadistas para divulgar notícias, o grupo explicou que o ataque foi realizado por Abdel Hadi al Ansari, também divulgando uma foto do terrorista.

O atentado foi realizado com um carro-bomba jogado por Al Ansari dentro de um acampamento onde estavam 600 homens do Exército do Mali e de milícias tuaragues. Eles estavam prestes a sair para "patrulhas conjuntas" para estabilizar a região de Gao.

Ainda existem números divergentes sobre o balanço de vítimas e as circunstâncias do ataque. Fontes militares e médicas informaram à Agência Efe que tinham contabilizado 67 mortos.

A mensagem da filial da AQMI também contradiz a tese do governo do Mali, que afirmou que cinco terroristas realizaram o atentado, algo inabitual nas ações suicidas.

Gao, a maior cidade do norte do Mali, é uma das regiões mais inseguras do país. Vários grupos jihadistas operam na região e atacam com frequência o Exército e as tropas da ONU na área.

O Conselho de Segurança da ONU se reúne hoje em Nova Yrk para analisar um relatório do secretário-geral sobre a situação atual no Mali, que preocupa a comunidade internacional.

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