Atirador de Istambul planejou massacre na Praça Taksim, diz imprensa turca

Ancara, 18 jan (EFE).- O terrorista que matou 39 pessoas na virada do ano na boate Reina em Istambul, na Turquia, declarou que seu plano inicial era cometer um massacre durante a celebração do Révellion na Praça Taksim, no centro dessa mesma cidade, informou nesta quarta-feira o jornal "Hürriyet".

Abdulkadir Masharipov confessou o crime e disse que não pôde realizar seu plano na Praça Taksim devido às fortes medidas de segurança no local para a noite de Ano Novo.

Em Taksim acontece a maior celebração popular da cidade pela chegada do Ano Novo e os festejos atraem milhares de pessoas.

Masharipov declarou que um "emir do Estado Islâmico (EI)" na cidade de Al Raqqa, na Síria, lhe ordenou que realizasse um massacre no fim de ano no centro de Istambul.

"Fui a Taksim, mas havia muitas medidas de segurança. Entrei em contato com a pessoa que me deu a ordem mais uma vez. Ela me pediu que buscasse um novo alvo na região. Percorri a costa em um táxi. Reina parecia adequado. Perguntei à pessoa em Al Raqqa e ela concordou", disse o detido à polícia.

Segundo as investigações, Masharipov entrou à Turquia pela fornteira com o Irã em janeiro de 2016 para se juntar à guerra na Síria e, pouco depois, se instalou na cidade de Anatolia de Konya, onde recebeu ordens para cometer o atentado.

Após a ordem, o terrorista se transferiu até o bairro de Zeytinburnu, conseguiu uma arma e, segundo ele mesmo disse: "Depois fui à Reina e realizei a ação".

"Não me matem", foi a primeira coisa que Masharipov disse à polícia quando foi capturado em um apartamento no bairro de Esenyurt, informou o "Hürriyet".

Nesse local, o terrorista se escondia junto com um homem iraquiano, Ali Jameel Mohammed, e três mulheres, que alugaram o apartamento e faziam as compras para não levantar suspeitas: Dina A., do Senegal; Aysha M., da Somália, e Tenee Trare, do Egito.

Desde o massacre na boate Reina, a polícia turca deteve 20 supostos integrantes do EI, entre eles várias células uzbeques estabelecidas em Istambul.

A esposa e a filha de Masharipov foram detidas em uma casa no distrito de Pendik na semana passada, enquanto o filho de 4 anos, que acreditava-se que estivesse com o atirador, foi supostamente levado para outro lugar antes que este fosse capturado.

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