Governo alemão propõe eleições gerais para 24 de setembro

Berlim, 18 jan (EFE).- O Conselho de Ministros da Alemanha aprovou nesta quarta feira o dia 24 de setembro como data para a realização das próximas eleições gerais, nas quais a chanceler, Angela Merkel, tentará a reeleição.

A data, proposta pelo ministro do Interior, Thomas de Maizière, em consenso com os 16 estados federados, deve ser aprovada agora pelo presidente alemão, Joachim Gauck.

A chanceler confirmou em novembro que tentará a reeleição para seu quarto mandato, enquanto os social-democratas devem esperar até 29 de janeiro para anunciar oficialmente quem será seu candidato, mas os veículos de imprensa indicam que será o líder do SPD, o vice-chanceler e ministro da Economia, Sigmar Gabriel.

Segundo o artigo 39 da Lei Fundamental alemã, o pleito deve ser realizado no mínimo 46 e no máximo 48 meses depois do início da legislatura, num domingo ou feriado nacional.

Assim, as possíveis datas abrangiam o período entre a quarta-feira 23 de agosto, e o domingo 22 de outubro.

Em geral, a data eleitoral não deve coincidir com o início ou o fim das férias escolares, porque isto poderia afetar a participação.

Assim, na prática, restavam só os dias 17 e 24 de setembro, já que no dia 10 desse mesmo mês terminam as férias de verão na Baviera e em 1º de outubro começam as de outono em vários outros estados federados.

Apenas Berlim manifestou dúvidas em relação à data aprovada, já que a capital alemã acolhe em 24 de setembro sua maratona, cujo trajeto passa próximo da Chancelaria e cuja realização obriga o fechamento do trânsito no centro da cidade.

Segundo os últimos levantamentos feitos pela emissora pública de televisão "ZDF" no dia 13 de janeiro, se tivessem ocorrido eleições no domingo passado a união conservadora dos partidos CDU e CSU, que é liderada por Merkel, teria sido a opção mais votada, com 36% da preferência do eleitorado.

Em seguida se situariam os social-democratas do SPD, com 21% dos votos, enquanto o partido radical de direita AfD seria a terceira força com 13%, seguida pelos Verdes, com 10%.

A quinta força mais votada seria a Esquerda, com 9%, enquanto os liberais do FDP ficariam com 6% dos votos, e o restante dos partidos somariam conjuntamente 5%.

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