Irã se opõe a presença dos EUA em conversas de paz sírias em Astana

Teerã, 18 jan (EFE).- O Irã manifestou nesta quarta-feira sua oposição a participação dos Estados Unidos nas conversas de paz entre o regime sírio e a oposição, previstas para acontecer em Astana (Cazaquistão) na próxima segunda-feira, como sugeriu a Rússia.

"Não convidamos os Estados Unidos e somos contrários a sua presença (em Astana)", disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamad Javad Zarif, à agência "Tasnim".

A postura do Irã difere da expressada pelo chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, que ontem afirmou que seu país defende a presença de representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) e da nova Administração americana de Donald Trump no diálogo.

A ONU confirmou que participará do encontro, mas não vai levar o mediador da organização para a Síria, Staffan de Mistura. O governo em Washington ainda não se pronunciou.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, por sua vez, minimizou a importância da ausência nas negociações de potências como Estados Unidos e Arábia Saudita.

"Se os três poderes (Turquia, Rússia e o Irã) foram capazes de conseguir o cessar-fogo, é porque são influentes", disse.

As conversas de paz sobre a Síria em Astana foram convocadas depois de um pacto entre Rússia, que apoia o governo sírio, e Turquia, que apoia à oposição. Estes países foram também, junto com o Irã, os mentores da cessação de hostilidades que entrou em vigor na Síria em 30 de dezembro.

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