Obama diz querer "relação construtiva" com Rússia, mas firmeza nas sanções

Washington, 18 jan (EFE).- O presidente dos Estados Unidos em fim de mandato, Barack Obama, disse nesta quarta-feira que é a favor de manter uma "relação construtiva" com a Rússia, mas pediu ao sucessor, o republicano Donald Trump, que não "confunda" o objetivo das sanções que seu governo impôs a Moscou e que são relacionadas ao conflito na Ucrânia.

Durante a última entrevista coletiva como presidente, Obama se referiu às recentes declarações de Trump ao jornal "The Times", nas quais deixou no ar a possibilidade de colocar fim às sanções contra a Rússia pela anexação da Crimeia e pela ingerência na Ucrânia em troca de um novo corte dos arsenais nucleares.

"A razão pela qual impusemos as sanções não foi por assuntos de armas nucleares, mas porque a Rússia estava violando a independência e a soberania de um país. Dissemos que, quando deixassem de fazer isso, as sanções acabariam. Então seria bom não só para os interesses americanos, mas também para a preservação das normas internacionais", disse o atual presidente americano.

Obama indicou que "é interesse dos EUA e do mundo" que seu país tenha "uma relação construtiva com a Rússia", e que ele tentou alcançar esse objetivo durante sua presidência, mas que o retorno de Vladimir Putin ao poder em 2012 e a anexação da península ucraniana da Crimeia dificultaram a tarefa.

O líder americano lembrou que negociou com a Rússia o tratado Start II para o desarmamento nuclear coordenado dos dois países e que estava "preparado para seguir em frente", mas Putin "não quis negociar".

"Se o presidente eleito Trump conseguir retomar essas conversas de forma séria, acredito que continuará havendo muito espaço para que nossos dois países reduzam seus arsenais", comentou Obama, que pediu que o sucessor "lidere com o exemplo" em suas atividades de não proliferação nuclear.

Obama também pediu que Trump continue a defender "o princípio que os grandes países (Rússia) não invadam e abusem outros menores (Ucrânia)".

"É importante que sigamos no lado certo destes assuntos porque se nós, a maior e mais forte democracia do mundo, não estamos dispostos a defender esses valores, certamente, China, Rússia e outros não o farão", acrescentou.

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