Putin, Merkel e Hollande alertam sobre escalada da tensão na Ucrânia

Moscou, 18 jan (EFE).- Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da França, François Hollande, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, conversaram nesta quarta-feira por telefone e alertaram sobre a escalada da tensão no leste da Ucrânia.

"Em particular, se constatou uma escalada da situação ao longo da linha de separação em Donbass, nas regiões de Donestk e Lugansk", informou o Kremlin em comunicado.

Os três líderes também expressaram "insatisfação" com o andamento das negociações entre ambos os lados em conflito depois do fracasso para traçar um roteiro para resolver a crise na Ucrânia.

A falta de avanços no Grupo de Contato, a única plataforma na qual há diálogo direto entre o governo da Ucrânia e as autoproclamadas repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk.

"Ressaltamos a importância de ampliar os esforços comuns para conter a escalada da tensão no sudeste da Ucrânia garantindo o cumprimento dos Acordos de Minsk", afirmou a nota oficial.

Isso inclui, segundo o Kremlin, a troca de prisioneiros.

Putin, Merkel e Hollande também se comprometeram a dar um "novo impulso" ao Quarteto de Normandia, formato que incluiu também o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko.

No dia 19 de outubro do ano passado, os três líderes concordaram em traçar um roteiro para avançar na aplicação dos Acordos de Paz de Minsk antes do fim de novembro. No entanto, não foi possível chegar a um pacto no prazo previsto, especialmente depois da escalada de ações militares na região que provocaram dezenas de mortes.

Um novo cessar-fogo está em vigor na área desde dezembro.

Os líderes separatistas contribuíram para a tensão ao efetuar nesta semana a primeira viagem a Crimeia. A Ucrânia denunciou a Rússia no Tribunal de Haia por apoiar o terrorismo em Donbass e discriminar as minorias na península.

As negociações estão estagnadas, entre outras coisas, pela falta de acordo sobre as eleições nas regiões controladas pelos separatistas, já que Kiev exige garantias de segurança e a presença de observadores internacionais.

Além disso, a Ucrânia exige o controle da fronteira entre Donetsk e Lugansk e o território russo, enquanto Moscou pede a Kiev que aprove antes uma lei que dê autonomia às regiões separatistas.

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