Série de tremores sacode centro da Itália, já afetado por fortes nevascas

Roma, 18 jan (EFE).- Uma série de tremores com magnitude superior a 5 na escala Richter sacudiu nesta quarta-feira o centro da Itália, a mesma região que foi devastada por vários terremotos em 2016 e na qual várias localidades estão isoladas ou com problemas de acesso por causa da neve.

Os tremores foram sentidos nas regiões do Lácio e dos montes Abruzzos, e com intensidade também na capital Roma, sem que, até o momento, tenham sido registradas vítimas e danos materiais significativos, segundo informações das autoridades.

O primeiro terremoto foi de magnitude 5,1 e aconteceu às 10h25 locais (7h25 de Brasília) com epicentro nas localidades de Montereale, Capitignano e Campotosto, todas na província de L'Aquila (região dos montes Abruzzos), e Amatrice, na província de Rieti, no Lácio.

Posteriormente, aconteceu o sismo mais forte de toda a série de abalos desta manhã, que alcançou magnitude 5,5 às 11h14 locais (8h14 de Brasília) e, minutos mais tarde, foi a vez de um novo tremor, de magnitude 5,4.

O quarto terremoto aconteceu às 14h33 locais (11h33 de Brasília) e teve magnitude 5, conforme os dados proporcionados pelo Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) da Itália.

Diante desta situação, o governo italiano enviou à região, situada no coração do país, 100 bombeiros que se juntam aos 750 que já trabalhavam nessas localidades desde agosto, quando um terremoto de magnitude 6 causou a morte de 299 pessoas e devastou vilarejos como Amatrice.

"Também foram enviados veículos para enfrentar o problema da dificuldade de acesso por causa da neve", indicou o Ministério do Interior em comunicado.

As áreas afetadas por esta série de tremores são as mesmas que sofreram abalos sísmicos nos meses de agosto e outubro.

Agora, as populações apresentam uma situação delicada porque a área está sofrendo há dias problemas com as intensas nevascas, ressaltou o chefe da Defesa Civil, Fabrizio Curcio.

Essas tempestades de neve fizeram com que populações inteiras ficassem isoladas, sem comunicação e eletricidade, e que não devem parar pelo menos durante as próximas 48 horas, de acordo com as previsões do Serviço Meteorológico da Aeronáutica Militar da Itália.

Este serviço, além disso, alertou para as baixas temperaturas nesta área próxima dos montes Apeninos: hoje ficarão em torno dos -6 graus na cidade de Amatrice, enquanto em Accumoli rondarão os -11 graus e em L'Aquila estarão em torno de 0 grau.

A neve alcançou dois metros em Amatrice, confirmou seu prefeito, Sergio Pirozzi, que pediu às autoridades que enviem máquinas para remover a neve para tornar acessíveis ruas e estradas.

O mesmo pedido foi feito pelo prefeito do município de Acquasant Terme, Sante Stangoni, na região de Marcas, que assinalou que "são necessários veículos grandes para liberar as ruas imediatamente".

Além disso, o governador da província de Teramo (Abruzzos), Renzo Di Sabatino, afirmou que "a situação é de total emergência em toda a região".

"Há centros que estão totalmente isolados pela neve e não conseguimos chegar a eles para saber se ocorreram danos. O exército deveria intervir, pois há vilarejos sem eletricidade há 48 horas", comentou Di Sabatino.

O primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, pediu à titular de Defesa, Roberta Pinotti, que incremente a presença do exército nesta região para que trabalhe junto com as equipes dos bombeiros e da Defesa Civil na remoção da neve.

Após os terremotos, algumas escolas e escritórios da província de Rieti e do Lácio foram evacuados e, em Roma, o serviço de transportes ficou interrompido durante algumas horas.

Também na capital, as autoridades realizam as verificações pertinentes para constatar possíveis danos significativos em escolas e edifícios públicos, confirmou a prefeita Virgínia Raggi em seu perfil do Facebook.

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