Alemanha propõe triagem fora da Europa de imigrantes resgatados no mar

Berlim, 19 jan (EFE).- O ministro de Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, defendeu nesta quinta-feira que os imigrantes resgatados no Mar Mediterrâneo não devem ser levados para território europeu, mas para outros países, onde seja possível selecionar os que realmente "merecem proteção".

De Maizière lançou esta iniciativa, que o governo alemão já havia proposto anteriormente, na entrevista coletiva posterior a seu encontro em Berlim com seu colega austríaco, Wolfgang Sobotka.

O titular de Interior alemão considerou que "é melhor" que as pessoas resgatadas no Mediterrâneo em seu caminho rumo à Europa sejam levadas para "outros lugares" e que, desses lugares, após um processo de seleção, sejam transferidas à Europa apenas as que "mereçam proteção".

Além disso, De Maizière adiantou que os controles policiais nas fronteiras alemãs prosseguirão para além de meados de fevereiro, quando em princípio terminariam, porque ainda não foi possível garantir segurança suficiente nas fronteiras exteriores da UE, pela ameaça terrorista e porque a Alemanha acolhe em julho a cúpula do G20.

Sobre esse ponto, Sobotka afirmou que, "enquanto não forem seguras as fronteiras exteriores" do bloco, deverão persistir os "controles fronteiriços dentro da zona (do tratado de) Schengen", em referência ao espaço europeu de livre circulação de bens, serviços, pessoas e capitais.

De Maizière também destacou que Áustria e Alemanha estão de acordo sobre a necessidade de a UE adotar ainda "este ano" um "sistema comum de asilo", o que implicaria "padrões e procedimentos conjuntos" assim como um "sistema de distribuição" dos solicitantes.

Sobre esse assunto, seu colega austríaco acrescentou que não é possível que "alguns poucos assumam toda a carga" derivada da crise dos refugiados e que não é "compreensível que alguns queiram se afastar totalmente deste processo" e não receber nenhum solicitante de asilo.

Além disso, os dois minsitros tornaram público seu compromisso de continuar cooperando para prevenir a radicalização de jovens, um "ponto essencial" na luta contra o terrorismo islamita, segundo Sobotka.

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