May diz que Reino Unido será defensor mais forte de mercados e livre-comércio

Davos (Suíça), 19 jan (EFE).- A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, afirmou nesta quinta-feira que o país assumirá um novo papel de liderança após o voto a favor da saída da União Europeia (UE) como o defensor "mais forte e enérgico" dos negócios, dos mercados livres e do livre comércio no mundo todo.

"O Reino Unido tem esta oportunidade única agora", afirmou May em seu primeiro discurso perante o Fórum Econômico Mundial de Davos, onde afirmou que seu país enfrenta o futuro com "confiança".

Ela destacou que os britânicos decidiram abandonar a UE e "abraçar o mundo", mas pediu "não subestimar a magnitude" do voto a favor do "Brexit".

A decisão significa que o Reino Unido terá que enfrentar mudanças monumentais, passar por uma dura negociação com os demais parceiros do bloco e forjar "um novo papel no mundo", lembrou.

"Implica que o caminho pela frente será em algumas ocasiões incerto, mas ao mesmo tempo nos levará a um futuro mais promissor", disse a conservadora, admitindo que esta postura não é sempre bem compreendida internacionalmente nem entre os amigos europeus, onde alguns se perguntam com temor que implicações terá o "Brexit" para o projeto comunitário.

"Os britânicos escolheram um caminho audaz e ambicioso para criar um Reino Unido verdadeiramente global, mas a decisão de abandonar a UE não foi uma tentativa de se distanciar ou de suspender a cooperação, ou minar inclusive a União", afirmou May.

"O Reino Unido continua interessado que a UE como organização tenha sucesso", destacou May.

"O não à UE foi um voto para restaurar a democracia parlamentar e a autodeterminação, e de poder tomar o controle e tomar decisões próprias", disse.

"Foi para nos converter em um ator global e internacional inclusive maior, em ação e espírito também, orgulhoso de ser um país europeu, mas que sempre olhou além de suas fronteiras, para o mundo mais amplo", ressaltou a primeira-ministra.

O objetivo é construir relações com parceiros antigos e novos, e aproveitar o fato de que o Reino Unido sempre foi um grande comerciante que procura um acordo "audaz e ambicioso" de livre-comércio com a UE, mas também novos tratados.

May disse que já há conversas com Austrália, Nova Zelândia e Índia e que China, Brasil e os estados do Golfo expressaram seu interesse em forjar novos laços comerciais.

"Um Reino Unido global não é menos britânico", reiterou May.

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