Obama culpa Congresso dos EUA por prisão de Guantánamo continuar aberta

Washington, 19 jan (EFE).- O presidente em fim de mandato dos Estados Unidos, Barack Obama, culpou o Congresso nesta quinta-feira pelo fato de a prisão de Guantánamo continuar aberta e voltou a pedir aos legisladores o fechamento desse presídio, onde só permanecem 41 detidos dos 800 que chegou a abrigar.

Obama encerrará nesta sexta-feira seus oito anos como presidente dos EUA sem ter conseguido fechar a prisão situada na Base Naval de Guantánamo, em Cuba, algo que prometeu fazer logo após chegar à Casa Branca em 2009.

Em uma carta enviada ao Congresso, Obama lembra que tentou fechar Guantánamo, um "desafio" herdado, e que essa prisão não deixou os EUA mais seguros, mas minou a "segurança nacional".

Segundo Obama, "os terroristas a usam para propaganda", é uma prisão que "prejudica" as alianças dos EUA com seus aliados e "os custos de mantê-la aberta superam amplamente as complicações derivadas de seu fechamento".

O presidente americano denuncia também que o fechamento da prisão se tornou um assunto "partidário", mas, apesar de tudo, fizeram-se progressos como a transferência sob seu mandato de 196 detidos a terceiros países.

"Não há justificativa além da política para a insistência do Congresso em manter essa instalação aberta", ressalta Obama, que acrescenta que as "restrições" dos legisladores para encarcerar os detidos de Guantánamo em território americano "não fazem sentido".

De acordo com Obama, a história emitirá uma "dura sentença" a respeito, porque a existência de Guantánamo é "contrária" aos valores dos EUA.

"Mais uma vez, encorajo o Congresso a fechar essa instalação", conclui Obama em sua carta ao lembrar que seu governo apresentou aos legisladores um "plano integral" para acabar com essa prisão "de uma vez por todas".

Obama prometeu seguir acelerando as transferências de presos de Guantánamo a terceiros países até seu último dia na Casa Branca e, há apenas três dias, dez detentos de Guantánamo chegaram a Omã.

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, advertiu contra novas libertações de presos de Guantánamo, onde os detidos que restam são "extremamente perigosos", segundo sua opinião, e "não se deve permitir que voltem ao campo de batalha".

Trump, que assumirá a presidência nesta sexta-feira, prometeu manter e ampliar essa prisão, e enchê-la de "caras maus".

A prisão de Guantánamo chegou a abrigar cerca de 800 presos pouco após sua abertura, ordenada pelo então presidente americano, George W. Bush, após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. EFE

mb/rsd

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos