Presos de facções rivais entram em confronto na Penitenciária de Alcaçuz

São Paulo, 19 jan (EFE).- Presos de facções rivais entraram em confronto nesta quinta-feira na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, onde no último fim de semana foram assassinados 26 detentos.

Os detidos estavam separados por uma barricada construída no pátio da prisão, mas, aparentemente, um grupo derrubou a barreira e internos de ambos os lados começaram uma batalha campal.

Os presos atiraram pedras e outros objetos e a polícia tentou conter a situação com bombas de efeito moral e balas de borracha.

Várias pessoas ficaram feridas e tiveram que ser carregadas por outros detentos do presídio, que desde 2015 tem várias celas sem portas após uma rebelião.

Os presidiários mantêm o controle da penitenciária desde o último sábado, quando houve um massacre no qual morreram 26 pessoas, a maioria integrantes da facção Sindicato do Crime do RN (SDC), por ordem do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A polícia entrou na penitenciária para identificar e transferir cerca de 200 presos a outras prisões a fim de evitar o enfrentamento entre os grupos rivais, mas horas depois os presos se rebelaram de novo.

Enquanto os detentos eram transferidos, começou uma onda de ataques contra ônibus e delegacias em pelo menos oito cidades do Rio Grande do Norte.

O governador do Estado, Robinson Faria, disse durante a semana que se a polícia entrasse na prisão para conter o enfrentamento poderia se repetir o massacre do Carandiru, em São Paulo, no qual em 1992 morreram 111 presos, a maioria por disparos de agentes.

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