Vice-presidente da Colômbia nega relação com empréstimo suspeito à Odebrecht

Bogotá, 19 jan (EFE).- O vice-presidente da Colômbia, Germán Vargas Lleras, afirmou nesta quinta-feira que não tem envolvimento com um milionário empréstimo feito pelo estatal Banco Agrário à Odebrecht para um dos projetos da construtora do país.

A denúncia foi feita ontem pelo senador Jorge Enrique Robledo, do esquerdista Polo Democrático. Segundo ele, o Banco Agrário emprestou 120 milhões de pesos (US$ 41 milhões) à Odebrecht e à Sociedade Navelena S.A.S. em 2015. As duas eram responsáveis pelas obras de melhorias de navegabilidade no rio Magdalena, o principal do país.

"Não é minha função e nunca intervi nas relações de nenhuma companhia do setor de transporte com o sistema financeiro. Muito menos com um banco ligado ao setor agrícola", disse o vice.

Vargas Lleras tem como responsabilidade a supervisão das grandes obras de infraestrutura realizadas na Colômbia, além dos programas de construção de casas populares.

Ao fazer a denúncia, Robledo sugeriu que os orgãos de controle devem questionar o presidente do país, Juan Manuel Santos, e o vice- pelos fatos. Para Vargas Lleras, porém, quem tem que se explicar é Francisco Solano, diretor do Banco Agrário na época.

"Se equivoca o senador Robledo ao gerar suspeitas sobre meu nome sobre um fato no qual não tive qualquer participação. Mas ele está acerto em pedir explicações e que todos esperemos que elas sejam conhecidas com prontidão", indicou o vice, que lidera as listas de possíveis candidatos para a presidência da Colômbia em 2018.

Segundo a denúncia de Robledo, o empréstimo à Odebrecht foi feito com uma taxa de juros mais baixo do que a cobrada dos produtores colombianos que deveriam ser beneficiados pelo Banco Agrário.

"Será muito útil e também oportuno que saibamos por que o Banco Agrário concedeu esse crédito? Sob quais condições financeiras? Que garantias ofereceu? Que funcionário, de qualquer nível, se isso ocorreu, interferiu, solicitou ou defendeu a aprovação do crédito?", questionou o vice-presidente.

O vice-ministro de Transportes durante o governo do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), Gabriel García Morales, foi preso na semana passada por suspeitas de envolvimento em um caso de corrupção envolvendo a Odebrecht.

García Morales teria recebido US$ 6,5 milhões para garantir que a construtora brasileira vencesse a concessão do segundo trecho da Rota do Sol, rodovia que liga o interior do país à costa atlântica.

Documentos divulgados no último dia 21 de dezembro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que a Odebrecht pagou mais de US$ 11 milhões em subornos na Colômbia entre 2009 e 2014.

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